São Paulo -Com 38 anos de idade e 22 de futebol, o atacante Evair vai aproveitar a partida de hoje contra o São Paulo para inovar na carreira. Fora do jogo por causa de uma contratura na coxa direita, sua função dessa vez se restringirá aos bastidores, passando aos companheiros do Figueirense todas as dicas de como superar os adversários. ''O (zagueiro são-paulino) Gustavo Nery, por exemplo, sabe jogar mas acaba apoiando muito o ataque. Se soubermos tirar proveito disso e cairmos nas costas dele, temos chances'', analisou.
No time catarinense, Evair é mais do que um simples atleta. Nas preleções, o técnico Wágner Benazzi naturalmente é quem mais fala. Mas também escuta. Os experientes Cléber, Wagner Mancini e Evair dão palpites, orientam os mais novos e, quando podem, ajudam em campo a vencer a limitação do elenco.
Evair acredita que a tensão vivida pelos são-paulinos, criticados pela imprensa e pela torcida, deve ser explorada. ''Se fizermos 1 a 0, eles vão ser ainda mais pressionados pelos torcedores e essa cobrança é boa pra gente'', disse o atacante, que sofreu uma contratura na coxa direita no jogo de quinta-feira entre as duas equipes - esse, pela Copa do Brasil e vencido pelos paulistas por 1 a 0. Ficará 15 dias afastado.
Sua relação com o clube do Morumbi não se limita a essas duas partidas. Em 1981, pouco antes de entrar no Guarani, seu primeiro time, foi dispensado na peneira do São Paulo (na época, jogava como meia, com a 10). Dezenove anos depois, vestiu enfim a camisa são-paulina, em uma das passagens mais discretas de sua carreira, que inclui 11 equipes, 24 jogos pela seleção brasileira e 99 gols em Campeonatos Brasileiros.
Para a partida, o São Paulo (com oito pontos) tem poucas modificações em relação ao time que superou, com dificuldade, o Figueirense por 1 a 0. Reinaldo, expulso na última rodada, é a única baixa. Rico e Souza brigam pela vaga. Kaká também está confirmado.

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