Tricolor é o último grande clube a ser batido
A Adap liderou o grupo B durante toda a primeira fase do Campeonato Paranaense, mas perdeu força na reta final. Na última rodada perdeu para o Coritiba em casa e caiu para a quarta colocação, entrando na linha de fogo do então temido Atlético.
Foi então que entrou em cena o poder de motivação do técnico Gilberto Pereira. Sentindo a necessidade de mexer com o grupo, ele levou o time para um retiro e afastou alguns jogadores que estavam com problemas emocionais ou de relacionamento. O resultado: duas vitórias sobre o Furacão e classificação para as semifinais.
No caminho, outro grande, o Coritiba, de quem o técnico e o time eram fregueses. Em 2005, Pereira viu seu Iraty cair na semifinais diante do Coxa. Este ano, já havia perdido duas para o rival e na primeira partida da semifinal sofreu novo revés. Mesmo sem quatro titulares conseguiu passar pelo Coxa no dramático jogo de volta, que foi decidido nos pênaltis. ''Não me contive. Cheguei a chorar e não foi pouco'', revelou o prefeito Nelson José Tureck com o feito do time e do treinador.
Na decisão que começa esta tarde, Pereira e a Adap terão pela frente o último time grande, o Paraná. ''Não foi fácil. A forma que chegamos até essa decisão foi muito desgastante, mas também nos dá uma moral a mais. Se vencermos, seremos os legítimos campeões porque batemos os times do interior e Atlético, Coritiba e Paraná'', disse o treinador.
Pereira assumiu o time em meio à pré-temporada, substituindo Lorival Santos, que havia sido demitido por desgaste com o elenco. ''Trouxemos o Gilberto porque ele tem o perfil do nosso time. Somos uma empresa e dependemos de negociações de jogadores para sobrevivermos. Ele gosta de trabalhar com jovens e seus times sempre apresentam futebol alegre'', elogiou o presidente Adílson Batista Prado. (T.M.)





