Tricolor ataca triangulação
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 1997
Sucursal de Curitiba 
Paraná e Atlético nunca chegaram a acirrar os ânimos. Mas parece que desta vez os cartolas da Vila Capanema estão deixando de lado a política da boa vizinhança, para cutucar com vara curta o rival.
O nosso favoritismo se deve à boa campanha. Temos o dobro de gols deles, que têm o ataque de R$ 10 milhões (preço dos passes de Oséas e Paulo Rink). Mas se for pelo que recebem e dizem que valem, o Atlético é favorito para domingo, ironiza Ernani Buchmann, presidente do Paraná.
O dirigente tricolor disse que ainda não engoliu direito a história de transferência dos meias Paulo Miranda e Perdigão do Paraná para o Servette, da Suíça, e depois para o Atlético Paranaense. Não sei de nada sobre algum clube do Uruguai na jogada, mas isso mais parece aquela Operação Uruguai, disparou Buchmann, criticando os empresários Mauro Morishita e Guy Matte, envolvidos na negociação dos dois jogadores.
Foi um bom negócio para o clube que recebeu R$ 1,4 milhão pelo passe dos dois. Mas eles faltaram com a ética e o compromisso que tinham conosco. O senhor Morishita não entra no Paraná. Pelo menos enquanto eu for presidente do clube, afirmou Buchmann.
Segundo Mauro Morishita, que participou das negociações entre o Paraná e o clube da Suíça, realmente havia um acordo para que os jogadores só fossem negociados com times do exterior. Mas vários clubes do Brasil, inclusive o Atlético, me procuraram.Disse que estava impedido. Ele explicou, entretanto, que o empresário Juan Figger falou diretamente com Guy Matte, vice-presidente do Servette, e acertou a transferência de Paulo Miranda e Perdigão para o Central Espanhol, do Uruguai, que depois os repassou para o Atlético.


