Tricolor alega inocência de zagueiro em caso de doping
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quarta-feira, 07 de dezembro de 2011
Das Agências 
São Paulo - Sem a classificação para a Libertadores, o São Paulo ainda ganhou um problema no início das férias. O zagueiro Xandão foi flagrado no exame antidoping da derrota contra o Atlético-PR, no dia 16 de novembro, em Curitiba.
O São Paulo alega que houve uma confusão da Confederação Brasileira de Futebol e garante ter comunicado que Xandão utilizou um colírio com a substância citada no exame no compromisso na Arena da Baixada. A medicação foi receitada por um oftalmologista de Curitiba e aprovada pelo médico do clube José Sanchez, que diz que a administração por via tópica das substâncias presentes no colírios é permitida.
''É um assunto extremamente chato e lamentável que esteja ocorrendo em uma situação de completa inocência do atleta. O Xandão não tem participação nenhuma nisso'', afirmou Sanchez, lembrando que o uso de corticoides é permitido quando usado por via tópica oftalmológica. ''É uma coisa confusa, é até difícil explicar o porquê é permitido desse jeito, e não em outras maneiras. Isso é uma regra internacional. É estranho''.
O meia Lucas reforça a confiança na boa fé do companheiro. ''Fiquei sabendo da notícia e que partiu de um colírio, tenho certeza de que o Xandão será absolvido. Ele é do bem, tem caráter'', avisou o camisa 7.
Prejuízo
O empresário de Xandão, Márcio Rivelino, afirmou ontem que o zagueiro do São Paulo é inocente da acusação de doping, mas que o caso irá prejudicar o futuro do jogador. ''Ele é o menos culpado disso tudo. Mas, infelizmente você é culpado até que se descubra a verdade. O doping vai atrapalhar a carreira dele. Até porque aqui e na Europa, as pessoas só leem as manchetes dos jornais'', disse Rivelino.
Xandão está na Europa para retirar o passaporte italiano e, segundo o agente, ficou ''muito triste com a situação''.
Em função do problema, Xandão está suspenso de forma preventiva por 30 dias. No entanto, o defensor irá cumprir a pena durante as férias, por isso estaria à disposição no início do Paulistão. O julgamento do caso deve ocorrer em fevereiro.


