As tricampeãs mundiais Adriana Behar e Shelda se cercaram na Austrália do grupo que as acompanha nas etapas mais importantes do circuito profissional.
Além da técnica Letícia Pessoa, o aparato é formado por um fisioterapeuta, um massagista e dois auxiliares, homens, que servem como ‘‘sparring’’ para a dupla durante os treinamentos.
Como somente a treinadora teve direito à credencial olímpica, criou-se uma situação inusitada no primeiro treino em Bondi.
Separados por uma grade, os auxiliares observavam de fora da arena os exercícios das jogadoras. O apuro só se resolverá quando passarem a usar a quadra montada pelo COB em outra praia. ‘‘Com eles é mais fácil. Fazemos treino de bloqueio e disputa de pontos’’, diz Letícia Pessoa, que, a exemplo de Shelda, evita a expressão jogo-treino.
Sandra disse que já tinha ouvido falar do vento de Bondi. ‘‘Só espero que o vento não esteja tão forte na hora dos nossos jogos’’, torce Sandra. Ela e Adriana Samuel, medalha de prata em Atlanta com Mônica, voltaram a treinar juntas há um mês, depois de terem ficado de fora de cinco etapas do Circuito Mundial de Vôlei de Praia.
Na quadra ao lado das brasileiras, estavam as australianas Pottharst e Cook, quintas do ranking mundial e que se afastaram das etapas asiáticas do circuito para se dedicar somente a treinos.
‘‘Foi uma decisão inteligente delas. No Japão, tudo bem. Mas nos torneios da China a gente sempre sofre por causa da comida’’, disse Sandra Pires, 27.
O torneio de vôlei de praia dos Jogos abriga 24 duplas masculinas e 24 femininas. A chave feminina começa sábado.

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