Tribunal tem favorecido times cariocas
que sofreu a mesma punição, teve de enfrentar o Internacional fora do Estado de São Paulo. Ainda sobre a partida entre cariocas e paranaenses, o Código Brasileiro Disciplinar de Futebol (CBDF) determina a perda de pontos ao clube que provocar a interrupção de uma partida. Mas o auditor Marco Aurélio Pachá foi enfático ao defender, durante julgamento na comissão, que o responsável pela interrupção do jogo foi o árbitro Paulo César de Oliveira. Recebeu o apoio de outro auditor e o Vasco ganhou no tapetão por 2 a 1. O presidente do TJD, Sérgio Zveiter, explicou que a decisão sobre a troca de Estado para a pena de perda de mando de campo foi posterior ao jogo Vasco x São Paulo. Ele não quis se estender a respeito de uma eventual perda de pontos do Vasco por causa das atitudes de Eurico. "O Paraná entrou com recurso e o TJD vai dar a palavra final sobre o caso." O TJD é composto de sete auditores - três indicados pela Ordem de Advogados do Brasil (OAB), e outros pelos clubes, Confederação Brasileira de Futebol (CBF), sindicatos dos árbitros e dos atletas profissionais. A Comissão Disciplinar, que a partir da última semana passou a se dividir em duas, é formada por três auditores cada. Sua nova formação foi definida por Zveiter. Mas não é só o Vasco que tem recebido a solidariedade desses auditores. O vice-presidente do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro, diretor-presidente do Ibope, disse com antecedência a outros diretores do clube que não tinha dúvidas de que o Botafogo ganharia os pontos do jogo com o São Paulo, por causa da escalação de Sandro Hiroshi. O Botafogo foi o único clube que conseguiu ainda a troca de árbitro na véspera de uma partida. Antes de enfrentar o Paraná, Montenegro protestou publicamente pela escalação de Carlos Eugenio Simon. No dia seguinte, a CBF distribuiu atestado médico de Simon, no qual o árbitro estava dispensado do jogo em decorrência de uma distensão muscular. As benevolências aos clubes cariocas chegaram à Série C. O Fluminense perdeu o mando de campo logo após a estréia na competição, contra o Vila Nova-MG, quando tricolores invadiram o campo para agredir jogadores do próprio clube. Em seguida, obteve efeito suspensivo do tribunal e pôde disputar as duas últimas partidas no Maracanã. O clube só deve cumprir a suspensão na segunda fase da Série C. Seus dirigentes, no entanto, ainda acreditam em outra concessão da justiça esportiva.Por Silvio Barsetti Rio de Janeiro - Decisões mais recentes da Comissão Disciplinar e do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), duas instâncias diferentes, têm exposto com alguma clareza a preferência de auditores a clubes cariocas, em desacato mesmo às próprias leis que regem a justiça esportiva. Isso tem causado revolta e indignação de dirigentes de outros clubes, como Paraná, Corinthians e São Paulo. O Vasco, por exemplo, perdeu o mando de campo por causa de incidentes no jogo com o Paraná, em que o vice-presidente Eurico Miranda invadiu o gramado cercado por seguranças, e disputou a partida seguinte, contra o São Paulo, no Maracanã. O Corinthians





