Tribunal 'decide' GP da Bélgica hoje
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segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Folhapress 
São Paulo - O tribunal de apelação da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ouviu ontem a defesa do inglês Lewis Hamilton, da McLaren, e decidirá hoje se mantém ou não a punição aplicada ao piloto no GP da Bélgica de F-1, disputado no último dia 7. Horas depois daquela corrida, Hamilton foi punido com um acréscimo de 25 segundos em seu tempo final.
Os comissários da prova consideraram que o inglês cortou a chicane em uma disputa com o finlandês Kimi Raikkonen - que abandonou a corrida - nas voltas finais. O piloto, que havia conquistado a vitória, caiu para a terceira posição com a penalização. Com isso, Massa herdou a vitória, e diminuiu a vantagem que seria de oito pontos no campeonato para apenas dois (76 para o inglês, contra 74 do brasileiro). Após o GP da Itália, no qual o brasileiro ficou em sexto e o britânico em sétimo, a vantagem de Hamilton caiu para um ponto (78 a 77). Inconformada com a decisão dos comissários, a McLaren apelou contra a punição. Hoje, o tribunal da FIA anunciará o veredicto.
Ontem, nas primeiras horas do julgamento, o júri se concentrou em determinar se a apelação da McLaren era válida. O advogado da escuderia de Ron Dennis justificou que Hamilton não ganhou vantagem ao cortar a chicane por ter devolvido a posição. O tribunal também escutou uma gravação de rádio entre o diretor esportivo da McLaren, Dave Ryan, e o diretor de prova, Charlie Whiting. Na conversa, durante a prova belga, Ryan pergunta a Whiting se a ação de Hamilton foi correta. ''Sim, creio que foi correta'', responde Whiting na gravação.
Já Hamilton explicou que precisou cortar a chicane para não bater em Raikkonen. ''Quando a pista está molhada e você está no final da corrida, a última coisa que você quer fazer é sofrer uma acidente. Você não precisa assumir riscos tolos'', argumentou.


