Tribunal de Ímola começa a ouvir as testemunhas
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terça-feira, 11 de março de 1997
France Presse 
O tribunal de Ímola, na Itália, começou ontem a ouvir as primeiras testemunhas citadas pelos juízes, sobre as causas da morte do piloto Ayrton Senna, ocorrida no dia 1º de maio de 94, durante o GP de San Marino de F-1.
Após a quarta audiência do julgamento do inglês Frank Wiliams, dos dois dirigentes de sua equipe e dos três responsáveis pelo circuito de Ímola, o promotor de Bolonha, Maurizio Passarini, solicitou ao inspetor de polícia, Stefano Stefanini, que fizesse um resumo das investigações.
Stefanini foi um dos primeiros a examinar o carro após o acidente. Ele lembrou que o carro Williams-Renault havia sido modificado antes do GP de San Marino. O inspetor garantiu que as fissuras na suspensão traseira haviam sido reparadas, aplicando-se uma placa de metal.
A seguir, o promotor reiterou a tese da acusação que sustenta que a morte do piloto se deveu a intervenções feitas artesanalmente no veículo. Eu não digo que a reparação da suspensão causou o acidente, mas constatei que estes carros, tão sofisticados, são reparados com uma simples placa de metal, destacou Passarini. O promotor considerou que a modificação artesanal da barra de direção, que se rompeu durante o GP, foi a causa do acidente fatal.


