Tribunal convoca Guergoletto para depoimento na terça-feira
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sexta-feira, 14 de maio de 1999
Ed Carlos Rocha 
O Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paranaense de Futebol marcou para a próxima terça-feira novos depoimentos no caso da suposta tentativa de suborno ao árbitro Sérgio Roberto Faria de Cristo. O árbitro denunciou que na véspera da partida Londrina 3 x 0 Nacional, realizada no dia 25 de abril, no Estádio do Café, em Londrina, pela Série A-2 (segunda divisão) do Campeonato Paranaense, Marcos Maggi, filho do empresário Gilberto Maggi, ligou para o seu celular oferecendo dinheiro para que facilitasse o jogo para o time da casa.
Serão ouvidos agora Marcos Maggi e três pessoas ligadas ao Londrina: o diretor jurídico, Antonio Amaral; o vice-presidente do clube Agostinho Garrote e o vice-presidente de futebol, Célio Guergoletto, que teria sido, de acordo com o relatório do árbitro, a pessoa citada por Marcos Maggi, no telefonema para o árbitro, como sendo o mandante da tentativa de suborno.
O depoimento de Guergoletto estava marcado para ontem. No entanto, o dirigente enviou um fax ao tribunal informando que não poderia comparecer alegando ter outros assuntos para resolver. Se não aparecer na terça-feira, poderá ser suspenso de 30 a 120 dias, conforme o artigo 271 do Código Brasileiro Disciplinar do Futebol.
Segundo o árbitro Sérgio Roberto, no vestiário, depois do jogo, Eloir Prohmann, conhecido como Mala, teria dito a ele que nós vamos gastar com as meninas o dinheiro que você (Sérgio) não quis receber.
Para checar melhor esta parte, o presidente do inquérito, Oto Sponholz Júnior, ouviu ontem os assistentes da partida, Sidiney Alves e Aparecido Santana Donizetti, que apenas confirmaram a história.
Segundo o procurador do inquérito, Alex Danielewicz, com os depoimentos até agora ainda não dá para se fazer grandes avaliações do caso. De acordo com ele, os depoimentos de Marcos Maggi e de Célio Guergoletto devem ser decisivos.
No entanto, Marcos Maggi, que é filho do empresário Gilberto Maggi, de Curitiba, não tem a obrigação de depor no Tribunal de Justiça Desportiva. Isto porque ele não tem nenhuma ligação, pelo menos oficialmente, com o futebol. Neste caso, de acordo com Oto Sponholz Júnior, uma alternativa seria fazer a intimação via justiça comum, o que está sendo estudado.
Oto Sponholz deverá entregar no próximo dia 25 ou 26 o relatório do caso ao procurador Alex Danielewicz, que, então, oferecerá ou não denúncia ao Tribunal.
Até agora já foram ouvidos o próprio árbitro; o presidente da Comissão Estadual de Arbitragem, José Carlos Marcondes; o representante do jogo Marcos Antônio de Mello; o ex-árbitro Valdir Festugatto (que teria feito uma ligação para Sérgio Roberto reprovando o fato do árbitro ter sido mal educado com Maggi) e o Mala.


