TRIBO DA NATAÇÃO - Em busca de medalhas e novos amigos
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sábado, 09 de setembro de 2006
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Competir, torcer pelos amigos, conhecer pessoas novas. Esses são apenas alguns motivos pelos quais dezenas de meninos e meninas de seis a 16 anos escolhem participar de festivais de natação. O grupo que irá representar Londrina na etapa curitibana do 6º Festival de Natação Rogério Romero não é diferente. Mais do que lutar por uma medalha, eles querem mesmo é se divertir enquanto nadam, algo um tanto quanto inusitado em tempos atuais, quando o esporte nacional tem sido tão pouco valorizado.
Sobrinha de peixe, peixinha é. Assim a nadadora Isadora Romero Brasil, 12 anos, define uma infância inteira dedicada à natação. Quem pensa que a tradição manda, engana-se. No caso de Isadora, a vontade de nadar, torcer pelos amigos, viajar, conhecer lugares e pessoas novas supera qualquer pressão familiar. ''É bom ver o pessoal torcendo por você. Não tem a tribo das patricinhas, dos intelectuais? Somos a tribo da natação'', brinca.
Da turma, Isadora é a única que participou de todas as edições do festival. Também pudera, é sobrinha do idealizador do projeto, o londrinense Rogério Romero, único nadador brasileiro a participar de cinco Olimpíadas, com 29 recordes sul-americanos e 41 recordes brasileiros estabelecidos em 27 anos de carreira esportiva.
A estudante aprendeu a nadar aos quatro anos e em oito anos colecionou mais de 20 medalhas. O momento mais marcante da ainda curta carreira de nadadora foi a participação no Festival Gustavo Borges. ''Foi a primeira vez que competi com nadadores super fortes'', conta. O que espera do festival desse ano? ''O povo de Curitiba nada bem forte, vai ser uma competição bem interessante'', acredita.
Kauê Wolf Baxhix, 14, nada desde os três anos. Para ele, ''a natação é o melhor esporte para o desenvolvimento físico''. Esse ano, ele participará das duas etapas do Festival Rogério Romero e só pensa em vencer no seu estilo favorito: nado livre.
O mesmo espírito competitivo da estudante Marina Henrique de Lima Pereira, de apenas 10 anos. Diferente de Kauê, Marina prefere o estilo borboleta e já perdeu a conta de quantos festivais participou. ''Comecei a nadar aos seis anos. Ia sempre brincar na casa da minha prima, que tinha piscina, mas tinha medo de entrar na água. A madrinha da minha prima pediu para minha mãe me colocar na natação e foi aí que aprendi'', recorda.
Marina já nadou em dois festivais e, apesar do evento incentivar todos os nadadores com medalhas de participação, o único objetivo dela é ganhar. ''Eu digo mesmo, sou muito competitiva, o que posso fazer? Gosto de ganhar. Ganhar é a única coisa'', enfatiza.
Contrariando a colega, Camila Nadal de Souza, 11, fará sua primeira viagem com o grupo da natação e encara o desafio como uma experiência nova. ''Comecei a nadar esse ano, mas acho que competir é legal. A gente aprende a ganhar e a perder'', confessa.
Além de nadar, Camila pratica futebol e street dance. ''O médico sugeriu que eu fizesse um esporte e escolhi a natação. Mas também gosto bastante de futebol'', completa. A principal diferença sentida no corpo depois que começou a nadar, foi ter ''crescido muito'', avalia Camila. ''Espichei'', brinca.


