Atenas - Os triatletas brasileiros acharam uma forma para aliviar a pressão de representar o País em uma Olimpíada. Todos os dias, durante duas horas, eles assistem a filmes que fizeram sucesso no cinema e, que de alguma forma possam trazer motivação para a competição.
''Esses dias assisti a Duelo de Titãs. Cada dia é um diferente. A Mariana Ohata é a nossa locadora'', brinca Juraci Moreira Júnior. ''Ela trouxe um mini-dvd e, às vezes, assistimos na sala ou no computador do Armando (Barcellos). É bom porque conseguimos nos desligar um pouco do triatlo. E isso ajuda a relaxar'', explica.
Para o paranaense, o filme ainda ajuda a se concentrar mais no objetivo. ''A vila olímpica é um lugar muito doido, com todos os atletas reunidos. Isso nos ajuda a ficar mais calmos e focar as energias para prova'', relata.
Juraci, 25 anos, participa de sua segunda olimpíada. Ele começou sua carreira esportiva aos nove anos, na natação. Aos 14, participou de uma prova de duatlo (natação e corrida), na Academia All Sport e venceu. ''Fui o primeiro na categoria'', recorda. Do duatlo para o triatlo, precisou apenas de um empurrãozinho. ''Eu nunca fui bom em natação. Como ganhei a prova de duatlo, fiquei motivado a continuar'', conta.
Desde o início, Juraci teve apoio de sua família. Ele chegou a abandonar a faculdade de Administração, na PUC PR, por causa do esporte. ''No início, eu tinha ajuda do famoso ''Pai-trocínio'', diz o atleta, referindo-se a ajuda financeira que recebia de seu pai. ''Hoje, eu que patrocino os meus pais'', brinca. (J.T.F.)

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