Curitiba - O Tribunal Regional Federal (TRF) manteve a condenação dos ex-presidentes e vice-presidentes do Paraná Clube, Ernâni Buchmann, Wilson Ganen, Dilso Rossi e Lourival Puppi Dembiski. Os quatro responderam pelo clube entre 1996 e 1999 e a condenação foi por terem deixado de pagar R$ 126 mil em contribuições previdenciárias que haviam sido descontadas dos funcionários.
A decisão da 7 Turma do TRF foi por unanimidade e os ex-dirigentes foram condenados a prestar serviços à comunidade durante dois anos e quatro meses e pagar, cada um, dois salário mínimos à uma entidade com destinação social, além de multas.
Segundo documento da Justiça Federal, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Buchmann e Ganen, respectivamente presidente e vice de finanças na gestão 1996/97, por terem deixado de recolher ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) as contribuições previdenciárias descontadas dos funcionários do clube entre novembro e dezembro de 1997. Rossi e Dembiski, presidente e vice financeiro no biênio 1998/99, seriam responsáveis pela omissão entre os meses de maio e setembro de 98.
Após a decisão de primeiro grau, a defesa dos ex-diretores do Paraná Clube recorreu ao TRF. No final de fevereiro deste ano, o processo foi julgado pela 7 Turma. O relator do caso, desembargador federal Vladimir Passos de Freitas, manteve a condenação. Para o magistrado, a alegação de que o débito tinha sido parcelado antes do recebimento da denúncia não foi comprovada. Quanto ao argumento dos réus de que não teriam, de próprio punho, realizado os atos, o relator lembrou que eles possuíam conhecimento das omissões, pois eram os responsáveis ''pelas ações e deliberações finais daquela pessoa jurídica, hierarquicamente organizada''.

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