Trezentas vezes Barrichello
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sábado, 28 de agosto de 2010
Folhapress 
Spa-Francorchamps, Bélgica - O Grande Prêmio da Bélgica, que acontece hoje a partir das 9 horas (de Brasília), será inesquecível para o brasileiro Rubens Barrichello. O piloto da equipe Williams completará a expressiva marca de 300 corridas na Fórmula 1, um marco na história do automobilismo.
Apesar da longevidade na categoria, Rubinho não tem planos de se aposentar tão cedo. Logo na chegada a Spa-Francorchamps, o brasileiro afirmou que ainda tem ''muito gás'' antes de pensar em se aposentar. ''Tenho certeza de que a Silvana, minha mulher, olha pra mim e imagina que eu ainda vou continuar correndo uns 200 anos'', falou Barrichello.
''Não saberia dizer quanto tempo mais vou continuar competindo. Não pensei nisso quando ia completar 257 GPs ou quando fiz 18. Sou muito honesto comigo mesmo e no momento que achar que não estou entrando do mesmo jeito em uma curva vai ser a hora de parar'', completou o piloto, que distribuiu para membros da Williams camisetas comemorativas da ocasião. ''Porque chegar a 400 km/h numa reta é fácil. Dá para fazer isso até com 70 anos'', brincou.
Ferrari
Na Willians, Rubinho não tem chances de brigar pelo título. Ao contrário de sua ex-equipe, a Ferrari, que ainda crê na conquista. Com dois terços do Mundial disputados, a equipe italiana tem apenas um objetivo em mente a partir de agora. Quer dar seu ''sprint'' final para entrar de fato na disputa pelos títulos de pilotos e construtores.
Equipe que mais pontos marcou nas duas últimas corridas, o time italiano coloca no GP da Bélgica essa evolução à prova.
Para isso, no entanto, há uma série de coisas que precisam acontecer, segundo Fernando Alonso, para que o time possa ser considerado candidato ao título de fato. ''Precisamos agora de sete corridas perfeitas, não podemos cometer mais erros bobos, errar na estratégia, nada disso'', declarou o piloto espanhol, quinto colocado na classificação, 20 pontos atrás do líder, Mark Webber. ''Além disso, é preciso ter um pouco de sorte, ser mais rápido que nossos adversários na hora de evoluir o carro até o fim do ano e saber como lidar com a pressão.''
''Os resultados que tivemos em Hockenheim e em Budapeste foram importantes não só em termos de classificação mas também para nos dar confiança'', disse Alonso, que venceu na Alemanha depois de Massa ter aberto passagem e foi segundo colocado no GP da Hungria, uma semana depois. ''Se olharmos para as últimas corridas, dá para perceber que estamos melhorando'', completou o brasileiro Felipe Massa.


