Três títulos, 40 vitórias e 65 pole positions
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 1997
France Presse 
O piloto brasileiro Ayrton Senna, que morreu em 94, durante uma corrida do Mundial de F-1 no circuito de Ímola, na Itália, era um piloto fora do comum, adorado pelas multidões. Foi com um Williams-Renault, em 1º de maio de 94, durante a sétima volta do GP de San Marino, que Senna perdeu a vida ao bater contra um muro na curva Tamburello.
Alguns pensam que o motivo do acidente foi um incidente de carreira, pois não se pode esquecer que os acidentes fazem parte do risco inerente a esse esporte. Mas, há aqueles que não podem esquecer de que Senna era um piloto fora de série. O chamavam de Mágico e existem razões para acreditar que ele de fato era.
Desde sua estréia na F-1, Ayrton Senna da Silva mostrou um talento fora do comum, nas mais variadas condições de competição. Em 3 de junho de 84, sob uma chuva torrencial em Mônaco, o jovem brasileiro conseguiu driblar as armadilhas de um traçado transformado em pista de patinação, ao volante de um modesto Toleman-Hart. Nessa ocasião, o francês Alain Prost (McLaren-TAG Porsche) teve a sorte de a corrida ter terminado prematuramente, pois do contrário a revelação brasileira teria, muito provavelmente, lhe roubado a vitória.
Foi exatamemnte com Prost que Senna travou os mais inesquecíveis duelos da história da F-1. Depois da chuva que o tornou mundialmente famoso em Mônaco, foi também debaixo de muita água que Senna conquistou sua primeira vitória, um ano mais tarde, em 21 de abril de 85, no circuito de Estoril, Portugal, pilotando um Lotus-Renault.
Esta foi a primeira de uma série de 40 vitórias, com três títulos mundiais (88, 90 e 91), com McLaren e Honda, e de uma caça permanente das pole positions, das quais Senna era amo e senhor. Nessa posição, o Mágico, Senna venceu 65 vezes, um recorde que será muito difícil de igualar.


