A última rodada do segundo turno do Campeonato Paranaense, além de definir o adversário do Coritiba na decisão, servirá para decretar o time que fará companhia ao Nacional na Segunda Divisão de 2014. Três times – Paranavaí, Cianorte e Rio Branco – chegam à 11ª rodada do returno com ameaça real de rebaixamento.
O Paranavaí é o clube mais ameaçado. Com 18 pontos, o Vermelhinho precisa vencer o Paraná Clube, às 15h50, no Estádio Waldemiro Wagner, no Noroeste, além de torcer por uma derrota do Cianorte, que soma 20 pontos e recebe o já rebaixado Nacional. O Leão de Vale nem precisa vencer o NAC. Como tem seis vitórias e o Paranavaí apenas quatro, o time de Cianorte se livra com um empate, independentemente do resultado em Paranavaí.
Já o Rio Branco está mais tranquilo. Soma 21 pontos e só será rebaixado se perder para o Arapongas, fora de casa, o Paranavaí vencer o Paraná e ainda tirar a diferença de quatro gols no saldo (-18 a -22).
A situação em Paranavaí é das mais complicadas. Durante a última semana, os jogadores ficaram dois dias sem treinar por causa do atraso salarial – na sexta-feira, foi pago o que faltava do mês de fevereiro.
Em campo, o técnico Zé Maria também acumula problemas. O goleiro Naldo, que falhou nas derrotas para Londrina e Rio Branco, pediu dispensa. Já o atacante Felipe Rafael, artilheiro do time no Paranaense com quatro gols, foi desligado do clube pela diretoria – ele não entraria em campo diante do Paraná Clube porque estava suspenso pela expulsão em Paranaguá. Outra baixa é o experiente zagueiro Alex Noronha, que está lesionado.
No gol, entra Cleberson, com o volante Vieira sendo recuado para a zaga e Celinho ocupando o setor ofensivo ao lado de Salatiel.
A esperança do Paranavaí em conquistar um resultado positivo está no fato de enfrentar um time que chega para o jogo abalado pela eliminação na Copa do Brasil, que custou o cargo do então técnico Toninho Cecílio. Nesta tarde, o Tricolor será comandado pelo auxiliar técnico Ednélson Conceição, ex-jogador do próprio clube. Ele mandará a campo um time com vários garotos. As exceções são o lateral-esquerdo Gilton, titular com Toninho, e o meia Wellington, que teve poucas oportunidades com o ex-treinador.

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