São Paulo - A 10. rodada do Campeonato Brasileiro foi devastadora para os treinadores. Três deles - Falcão, no Bahia; Dorival Júnior, no Internacional; e Argel, no Figueirense - perderam o emprego e a corda de Joel Santana no Flamengo ficou ainda mais bamba. Agora, já são 6 trocas neste início de competição, sendo que o lanterna Atlético Goianiense já mudou duas vezes de comando.
Quase todos os treinadores que caíram passaram os seus últimos dias de trabalho reclamando da falta de reforços. Os clubes, de maneira geral, buscaram contratar, mas, a partir de agora vai ficar mais difícil melhorar os elencos, pois a janela de transferência para jogadores vindos do exterior fechou nesta sexta.
Internacional e Bahia agiram rápido e anunciaram nesta sexta mesmo os novos treinadores. O time gaúcho optou por uma solução caseira, promovendo o ex-jogador Fernandão para o cargo - ele era diretor técnico do clube. Os baianos acertaram com Caio Júnior, que recentemente deixou o Al-Jazeera, dos Emirados Árabes Unidos. Já o Figueirense negocia a contratação de Adilson Batista.
Fernandão já começou na nova função, nesta sexta, e na defensiva: armou o time com três volantes (Dorival Júnior, que não resistiu à derrota por 3 a 1 para o Atlético Mineiro jogava com dois). Será a sua primeira experiência como treinador e ele parece ter respaldo. ''Não estamos trazendo ninguém interinamente ou sem convicção. A partir de hoje (sexta), o treinador do Internacional passa a ser Fernando Lúcio da Costa, o Fernandão'', disse o vice de futebol, Luciano Davi.
Falcão deixa o Bahia na penúltima posição e após um revés de 4 a 0 para o Fluminense. Com a elegância habitual, lamentou ter o trabalho interrompido e disse que não vai desistir de ser treinador - seu nome foi comentado em Florianópolis, onde o Figueirense demitiu Argel após a derrota para o Atlético Goianiense por 3 a 2.

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