Três jogadores da seleção podem ficar sem salários
Três jogadores da seleção
podem ficar sem salários
Agência Estado
O lateral Vanderlei e os pivôs Janjão e Josuel, do vice-campeão paulista e brasileiro Polti/COC, de Ribeirão Preto, correm o risco de ficar sem salários enquanto estiverem com a seleção brasileira que vai ao Mundial da Grécia, de 29 de julho a 9 de agosto. Patrocinador do time, Chain Zaer, proprietário do Colégio Osvaldo Cruz (COC), informou ontem que comunicou por escrito à Confederação Brasileira de Basquete (CBB) sua decisão de não pagar os salários. Chain afirmou estar amparado pela Lei Pelé.
Não vou pagar e isto é legal, disse o empresário que pretende manter o time de Ribeirão, mesmo com a decisão da Polti de deixar o esporte (as empresas dividiam as despesas com a equipe). Só espero que a CBB não prejudique os jogadores e cumpra a lei, pagando os seus salários.
Os atletas estão bem no meio de uma polêmica que o ala Vanderlei gostaria de ver resolvida. Nosso contrato com Ribeirão termina agora, dia 30, e se renovado acho que o clube e a CBB têm de sentar e conversar sobre isto para que ninguém seja prejudicado, acentuou o atleta. A Lei Pelé ainda é nova e todos ainda estão de cabeça quente por toda a polêmica que cercou o fim do Nacional. Vanderlei lembra, no entanto, que apesar de ser uma honra nenhum jogador pode ficar três meses sem receber salários.
GregoO presidente da CBB, Gerasime Bozikis, o Grego, evocou ontem o amor à pátria para reforçar a convocação dos jogadores à seleção brasileira. Grego disse que a CBB não tem condições de arcar com os salários dos atletas enquanto estes estiverem na seleção, conforme exige a Lei Pelé em seu artigo 40. Não temo esse problema, pois é dever nacional de cada jogador servir à seleção. Cada jogador tem que sentir orgulho de cumprir um dever patriótico. Isso tem um valor imensurável, afirmou ele. Sobre o possível descumprimento da Lei Pelé pela CBB, Grego disse que quando tratamos da verba com nossos patrocinadores, ainda não existia a lei. Isso é falação de quem continua com a cabeça quente por ter perdido um título, disse Grego. Segundo Grego, os clubes e patrocinadores têm interesse em liberar os jogadores para a seleção.





