Curitiba - Depois do longo ''reinado'' de Onaireves Moura, interrompido por ordem judicial após 22 anos, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) elege no dia 18 o presidente que terá o desafio de sanear a entidade nos próximos quatro anos. E, apesar das dívidas incalculáveis - estimadas pelos candidatos ao cargo entre R$ 30 milhões e 50 milhões -, da pouca credibilidade no cenário nacional e dos sucessivos escândalos administrativos, a presidência é disputada por três chapas. Todas com propostas parecidas, apesar de originárias de grupos políticos bastante diversos.
Tendo entre os principais credores a Prefeitura de Curitiba e a Previdência Social, a FPF é alvo de centenas de ações trabalhistas. Dívidas que levaram à penhora do percentual das rendas de jogos destinados à entidade e ao bloqueio de suas contas correntes. Sem contar com o ''elefante branco'' em que se transformou o Pinheirão, que chegou a ser leiloado (venda depois cancelada pela justiça) e está interditado por falta de segurança. Estádio que é ao mesmo tempo problema e solução para a federação, que deve utilizá-lo para amortizar suas maiores dívidas.

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