Treinos são puxados, diz golfista
Curitiba - Há cerca de um mês nos Estados Unidos, a golfista Isadora Stapff já está treinando duro para tentar se classificar para torneios em equipe e individual. ''No Brasil, eu treinava todo dia também, mas era um treino sem muitas responsabilidades, diferente daqui'', comentou a atleta, por e-mail, para a reportagem da Folha de Londrina.
Folha: Como surgiu a idéia de estudar e treinar nos EUA e como isso se tornou possível?
Isadora: Eu sempre tive vontade de estudar nos EUA e essa oportunidade surgiu por meio de uma empresa especializada nesse trabalho de ''intercâmbio esportivo'', localizada em São Paulo, chamada Daquiprafora.
Folha: Como está sua adaptação nos Estados Unidos?
Isadora: É uma fase bem difícil, onde tudo é novo, as pessoas são novas, com língua nova. É bem complicado, mas estou me adaptando bem. Já tenho ótimos amigos aqui.
Folha: Você poderia descrever sua rotina?
Isadora: No momento estou morando com uma menina americana no dormitório da universidade. Muitos alunos ficam aqui no campus. Tenho aula toda segunda, quarta e sexta. Os treinos acontecem todos os dias e ainda faço aulas de musculação três vezes por semana. Minha rotina é feita em função disso.
Folha: Como estão sendo os treinos? Quem é o seu treinador e como você avalia a equipe da University of West Florida (UWF)?
Isadora: Minha ''coach'' chama-se Robin Dzarn e ela marca treinos e faz a equipe funcionar. A equipe é boa, uma das melhores da Divisão 2 aqui nos EUA. O nível aqui é um pouco melhor que no Brasil, porque temos várias jogadoras do mesmo nível, o que não acontece no Brasil.
Folha: Quando você começa a disputar torneios e quais são os mais importantes para este ano?
Isadora: Nós estamos em fase classificatória. O time tem oito meninas e apenas cinco jogam torneios, e para cada torneio, tem um classificatório. Por isso, considero todos os torneios a serem disputados importantes.
Folha: ®MDBO¯®MDNM¯Quando volta ao Brasil e do que mais sente falta?
Isadora: Volto para o Brasil de férias no mês de maio, mas em agosto já estarei de volta aos EUA. O que mais sinto falta são dos amigos e da família. Por aqui, o que mais gosto são meus novos amigos, além do golfe é claro.
Folha: Você poderia elencar as principais dificuldades de se treinar e competir no Brasil?
Isadora: Acho que no Brasil não se leva o golfe a sério. Se você quer jogar, tudo bem, mas ainda não houve uma profissionalização do esporte. Não existe dinheiro e interesse por parte dos patrocinadores para levar o golfe a um patamar maior, como ocorre em outros países, como nos Estados Unidos, Europa ou mesmo na Argentina.





