Os pilotos começaram a chegar ontem para a 23ª edição da tradicional 500 Milhas de Londrina, que será disputada neste sábado, no Autódromo Internacional Ayrton Senna. Eles vêm de várias partes do Brasil para aquela que consideram umas das provas mais charmosas do calendário nacional. Tem gente de São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, e obviamente, do Paraná.
Segundo a organização, serão mais de 70 corredores nesta edição. Não é um recorde – o número máximo foi de 126, em 1996 – mas é um número bastante considerável. O que atrai tantos participantes? A tradição e o formato da prova, uma das únicas do Brasil disputada no estilo endurance, com duração aproximada de seis horas. "Correr aqui é diferente. O autódromo é super legal e as provas de endurance no Brasil são poucas", enumera o engenheiro civil de Curitiba, Paulo Varassin, da equipe Hitech Racing, de 61 anos.
Ao lado do filho, Lorenzo, Varassin vai participar da categoria principal (Força Livre), com um modelo Spyder. E o veterano piloto gosta tanto de Londrina que esta será a 12ª vez que ele participará das 500 Milhas. No currículo, já são duas vitórias, conquistadas em 2005 e 2006, e três vices. Com a prova desfalcada de alguns outros concorrentes de peso, a dupla espera levar para a capital o terceiro título. "Expectativa é muito boa. O nosso carro é o mais forte e, se não quebrar é difícil perder", analisa, esbanjando confiança. O governador Beto Richa será um dos parceiros da família Varassin nas 500 Milhas.
O jovem Matheus Medeiros Muniz, da equipe Cesinha Competições, de apenas 16 anos, será um dos concorrentes de Varassin. O piloto, que correrá ao lado de Renato Marlia e Pedro Pimenta, escolheu a prova para ganhar aprendizado às vésperas de um desafio importante: o teste que fará em janeiro para entrar na Fórmula 3 Sul-Americana. "Já tinha andado aqui há duas semanas, gostei do autódromo, do carro, e decidi participar da prova. É uma pista onde muita gente vem treinar e quero aproveitar ao máximo para adquirir experiência", planeja o garoto, que mora em São Paulo.
Se por um lado, os pilotos valorizam a prova, o mesmo não se aplica ao público londrinense. A organização diz sentir falta de um apoio maior. "Teve ano em que montamos até um parque de diversões no oval e apareceram 13 pessoas. Dos pilotos ativos de Londrina, se tiver 10% aqui é muito. Então falta um envolvimento maior por um evento que é londrinense, tem 23 anos e não é à toa", reclama Aloysio Araújo Moreira, um dos organizadores.
A programação segue hoje, a partir das 10 horas. Os classificatórios começam às 16h30. E Moreira refaz o convite. "Será uma prova muito legal, com entrada franca. É uma coisa muito profissional", reforça. A largada, no sábado, está marcada para as 16 horas. A previsão é que a corrida se estenda até 22 horas.
O Grupo Folha de Comunicação apoia a 23ª edição das 500 Milhas de Londrina.

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