São Paulo - Para alguns times, faltam seis jogos; para outros, cinco. Há quem ainda tenha quatro compromissos pela frente, ou três até o fim da fase de classificação. O número de partidas varia por conta de tabela malfeita do Brasileirão. Mas, independentemente de quantas vezes ainda é preciso ir a campo, os 26 participantes da Série A fazem dos cálculos rotina tão importante quanto a dos treinos. Muitos projetam quantos pontos são necessários para garantir vaga. Vários recorrem à matemática para saber como podem se livrar do rebaixamento.
O bloco dos `despreocupados` tem o São Paulo à frente. Nas quatro rodadas que restam, o líder corre atrás de um ponto para juntar aos 40 que já tem e seguir adiante na competição nacional. A tarefa é fácil, pois Rogério Ceni, Kaká, Ricardinho & cia mandam as próximas três partidas no Morumbi. A luta do time de Oswaldo de Oliveira é a de segurar a ponta até o fim.
O Juventude é outro que tem poucos motivos para esquentar a cabeça. Segundo o estatístico Tristão Garcia, o time gaúcho, com 37 pontos, deve vencer um de seus quatro jogos para não depender dos outros. A complicação está no fato de sair três vezes (Paraná Clube, São Caetano e Atlético Paranaense), além de receber o Inter de Porto Alegre, em Caxias do Sul. A regularidade da defesa menos vazada (19) pesa a seu favor.
O São Caetano está com 98% de chance de colocar a mão na vaga, mais uma vez. Para se manter no topo da elite, no momento bastam-lhe uma vitória e um empate. Santos e Corinthians, ambos com 35 pontos, também se batem por uma vitória, mais dois empates. A diferença está no número de apresentações: enquanto os `meninos` de Emerson Leão só jogam mais quatro partidas, os `discípulos` de Carlos Alberto Parreira têm mais seis desafios.
Sobe-e-desce O equilíbrio no Campeonato Brasileiro faz com que exista um bloco de concorrentes que vivem situação conflitante se vencerem, se abre perspectiva de classificação; se perderem seguidamente, enfrentam a ameaça de rebaixamento. Coritiba, Atlético Paranaense, Figueirense e Goiás, todos com 27, mais Portuguesa (26) e Inter (25) formam esse `centrão`.
Pior é a turma da rabeira, com Palmeiras e Gama no comando. A corda do descenso aperta cada vez mais no pescoço dos dois alviverdes. O paulista, com 20 pontos e igual número de jogos, tem 84% de chance de disputar a Segunda Divisão em 2003. O calvário lhe reserva três clássicos fora (Vasco, Fluminense e Vitória) e dois no Palestra Itália (Botafogo e Flamengo). A equipe brasiliense, que resiste à queda desde 1999, está com 22 pontos, recebe Cruzeiro e Coritiba e visita o Atlético Mineiro.
O Flamengo, com 22 pontos, se depara com 49% de possibilidade de despencar de vez para a Série B. Daqui para frente, só tem um confronto com rival local o Botafogo, outro à beira do abismo, com 44% de chance de cair. Vida dura desses grandes.

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