Treino paga exclusão de Goiás na Copa
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terça-feira, 04 de junho de 2013
Almir Leite e Sílvio Barsetti<br>Agência Estado 
Goiânia - Em meio à preparação para a Copa das Confederações, a seleção brasileira começou a pagar na segunda-feira uma conta antiga, feita pelo ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira e mantida pelo atual, José Maria Marin: a de fazer um período de treinos em Goiás como compensação pela exclusão da cidade da Copa de 2014 e, depois, da Copa América de 2015. A programação também incluirá viagem até o sul do País, para fazer agrado aos dirigentes gaúchos. Domingo a seleção enfrenta a França na Arena Grêmio.
Marin disse ter conversado com Felipão e que o técnico não fez a menor crítica à passagem por Goiânia. "O Felipão me disse hoje (segunda) que não tem que botar mais nenhum pingo em i nenhum. Está tudo perfeito. Não há nenhum porém."
Pela programação, a seleção treina até amanhã na capital goiana e viaja para Porto Alegre. Retorna a Goiânia na segunda-feira à noite. Treina na terça e na quarta vai a Brasília.
Ontem, o treino da manhã seria no Estádio da Serrinha, reformado ao custo de R$ 4 milhões (R$ 2,5 milhões do governo do Estado) e o da tarde no CT do Goiás.
Goiânia começou a entrar na rota da seleção em 3 de julho de 2011, véspera do empate (0 a 0) entre Brasil e Holanda no Serra Dourada. Naquele dia, Ricardo Teixeira anunciou a cidade como a primeira sede da Copa América de 2015.
Tratava-se de um prêmio de consolação para a cidade, que concorria com Brasília, Campo Grande e Cuiabá para ser sede da Copa de 2014 e foi preterida. Tudo isso ruiu em março de 2012, mês da queda de Teixeira, quando o novo presidente da CBF, Marin, anunciou a troca, com o Chile, das duas próximas edições da Copa América. Os chilenos fazem o torneio em 2015 e o Brasil em 2019. Foi uma jogada do dirigente para obter apoio do Chile em futuras decisões na Conmebol.


