Ralf Schumacher aproveitará o treino livre de hoje do GP do Canadá, em Montreal, para verificar se poderá disputar a prova de domingo, a oitava da temporada. Ele sofreu um corte profundo na perna esquerda em Mônaco, dia 4, ao se acidentar com sua Williams. Até profissionais da própria Fórmula 1 não sabiam: se Ralf concluir que não dá para correr, Bruno Junqueira treina amanhã pela manhã, participa da classificação à tarde e estréia no Mundial domingo. O regulamento permite, em casos excepcionais como esse, a mudança de piloto em plena competição.
Bruno Junqueira, atual líder da Fórmula 3000, terá de administrar sua ansiedade mais um pouco. A Williams inscreveu ontem seu principal piloto na prova do fim de semana, Ralf Schumacher. Apenas depois das duas sessões livres de hoje é que Ralf e Frank Williams terão condições de decidir, com certeza, se o alemão suportará as 69 voltas do GP do Canadá. ‘‘Sinto fortes dores quando piso, mas acho que isso não me impedirá de pilotar’’, disse Ralf. ‘‘Eu uso o pé esquerdo para frear (o da perna ferida), mas se for necessário passo a brecar com o direito.’’
Rubens Barrichello participou da entrevista coletiva promovida pela organização do evento. A imprensa desejava saber por que agora a diferença dele para Michael Schumacher aumentou nas classificações para o grid. Em Mônaco foi a maior do ano até agora, nove décimos de segundo. ‘‘Há recursos que só um time grande como a Ferrari dispõe e eu, apesar dos meus sete anos de F-1, ainda não tinha experiência.’’ Essa falta de convivência com equipes de ponta o fez errar no acerto do carro. ‘‘Escolhi um ajuste equivocado e que provocava forte saída de traseira.’’
Essa é a mesma opinião do ídolo local, Jacques Villeneuve, piloto da BAR, que insiste em desprezar seus fãs canadenses, tal a indiferença com que os trata. Depois de um início de campeonato promissor, em que Villeneuve classificou-se em quarto na Austrália, o time caiu de produção. ‘‘Aqui, por conta dessa característica da pista, de exigir pouca pressão aerodinâmica, temos boa chance de sermos bem velozes.’’
Pedro Paulo Diniz, da Sauber, comentou ontem seu acidente em Montreal, ano passado. Na primeira volta do primeiro treino livre ele seguiu reto na curva número 1, a 260 km/h, porque um mecânico montou o sistema de freios errado. ‘‘Espero menos aventuras desta vez.’’

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