Treino livre com sabor de corrida
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quinta-feira, 08 de maio de 1997
Livio Oricchio Agência Estado 
France PresseJacques Villeneuve fez de tudo, mas ficou apenas com o 3º tempo Nem bem a pista abriu para os treinos livres, ontem de manhã, e quase todos os pilotos já estavam testando seus carros. Normalmente as principais equipes esperam o asfalto se tornar mais limpo para liberar seus pilotos. Mas Mônaco não faz parte da normalidade. É preciso garantir o máximo de velocidade para a classificação. Largar na primeira fila é meio caminho para vencer a corrida. O inglês Johnny Herbert, da Sauber, surpreendeu a todos, ao estabelecer o melhor tempo do dia, com 1min21s188. Michael Schumacher, da Ferrari, conforme prometera, exigiu tudo do seu carro desde o princípio e ficou em segundo, 1min21s330. Jacques Villeneuve atrasou freadas, atravessou a Williams nas curvas mas só obteve o terceiro tempo, 1min21s445. Heinz-Harald Frentzen, vencedor do último GP, em Imola, bateu forte a Williams, registrando apenas a sétima marca.
Hoje não há atividade no circuito. É dia de festas. Um dia que só Mônaco pode surpreender assim, pois nenhum outro local promove uma festa, como a que os pilotos e suas equipes terão durante o dia. Amanhã, das 13 às 14 horas, os 22 pilotos inscritos na 55ª edição da prova arriscam tudo para conquistar uma posição o mais avançada possível no grid.
Entre o mais veloz ontem, Herbert, e o 12º colocado, Eddie Irvine, da Ferrari, com 1min22s072, havia uma diferença de apenas oito décimos de segundo. Isso prova o quanto será disputada essa classificação, previu Schumacher, que acredita na escolha certa do pneu como um elemento vital para uma eventual vitória domingo. Giancarlo Fisichella, da Jordan, ficou em quarto enquanto Gerhard Berger em quinto. O austríaco ficou a três décimos do mais rápido.
Rubens Barrichello, da Stewart, treinou com cerca de 35 quilos de gasolina no tanque, por causa de uma pane com o sistema que retira combustível do carro, e estabeleceu o 13º tempo. Nossa realidade técnica nesse circuito é para estar entre os seis primeiros, afirmou. Rubinho sabe que será difícil, mas que pode conseguir. Na Argentina ele largou em quinto. Pedro Paulo Diniz, da Arrows, foi o 15º. Ele instalou pneus novos muito cedo. Para se ter uma idéia da competitividade da Fórmula 1 hoje, seu tempo, 1min22s622, é apenas um segundo e quatro décimos menor que o de Herbert.


