Prestar vestibular como treineiro pode ser uma boa chance de sentir o drama que vem à frente, livre das preocupações com o resultado. Para o treineiro Daniel Batista, de 16 anos, aluno do segundo ano do Ensino Médio, o resultado do ‘‘treino’’ chegou como um presente em dose dupla. Ele passou no curso de Engenharia Elétrica da UEL, logo na primeira vez que em que prestou o vestibular, e ficou sabendo do resultado um dia antes de completar 17 anos. ‘‘Foi uma surpresa, eu não esperava mesmo passar como treineiro. Fui conferir na internet antes de vir para cá. Estou muito feliz’’, conta.
  Daniel estava entre as centenas de aprovados no vestibular da UEL, ontem à tarde, no aterro do Lago Igapó 2. A festa de comemoração da aprovação começou no início da tarde, com as tradicionais ‘‘ovadas’’ com farinha, cortes de cabelo dos garotos e pinturas de batom nos novos ‘‘bichos’’.
  Mas quem estava realmente emocionada com a aprovação no vestibular era a mãe de Daniel, a professora de Física Cléofe Batista. ‘‘Quando soube do resultado, saí correndo de alegria. Não sei expressar com palavras o que senti na hora, era tanta alegria que não cabia no coração’’, conta. ‘‘Olha, depois do nascimento dele acho que este foi o segundo momento mais feliz da minha vida’’, tenta explicar, emocionada.
  A mesma felicidade não teve Gisele Trevisan, de 17 anos, que prestou o vestibular da UEL como treineira para o curso de Farmácia e passou na primeira fase, mas não conseguiu na segunda. Aluna do 2º colegial, diz ter tentado a prova para saber como funciona o vestibular e para testar seu equilíbrio emocional. ‘‘Não fiquei muito nervosa porque não tinha a responsabilidade de passar. Mas, no próximo, vou tentar Medicina, que é bem mais difícil’’, conta.

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