Rio - A CBF deve anunciar até a próxima terça-feira o nome do novo técnico da seleção brasileira. A informação foi dada nesta quinta pelo presidente da entidade, José Maria Marin, em entrevista coletiva no Rio. O dirigente garantiu que a decisão será feita em conjunto, incluindo ele, o seu sucessor no cargo, Marco Polo del Nero, e o recém-empossado coordenador de seleções, Gilmar Rinaldi.
Se o nome ainda não foi revelado, há apenas uma certeza: o novo técnico será brasileiro. "Não é o momento", avaliou Gilmar Rinaldi, ao ser questionado sobre a possibilidade de a CBF contratar um estrangeiro para substituir Luiz Felipe Scolari.
"Depende de algumas conversas (a definição do novo técnico). Esperamos até terça-feira. Ainda estamos conversando, vendo as peculiaridades. É muito importante que o treinador, além da sua capacidade técnica, tenha pensamentos que venham de encontro ao que se foi dito aqui, pelo Gilmar e pelo Alexandre Gallo (coordenador das categorias de base da CBF)", defendeu Marin.
O perfil do novo técnico já foi traçado. Será alguém estudioso do futebol e que se proponha a viajar pelo mundo acompanhando o trabalho de outras equipes e interagindo com outros técnicos. "É um momento especial, delicado. Temos que ter humildade de saber reconhecer isso", frisou Gilmar Rinaldi.
O novo treinador também deverá acompanhar mais de perto os trabalhos das categorias menores da seleção. "A base nossa toda vai ser a base da seleção", assegurou o coordenador.

LONGO PRAZO
Ao ser questionado sobre o substituto de Felipão, que deixou oficialmente o cargo na última segunda-feira, após o término da Copa do Mundo, Marin explicou que o novo técnico será chamado para realizar um trabalho para o ciclo cujo principal objetivo será a conquista do título mundial em 2018, na Rússia.
"Não pode ser alho de afogadilho, é algo muito sério, um projeto de curto, médio e longo prazo. Não será só para amistosos e Copa América, mas também para a Copa do Mundo. Vamos fazer todo esforço. Se tudo ocorrer como esperamos, vamos anunciar e apresentar na terça-feira o novo treinador", avisou o atual presidente da CBF.
Na mesma entrevista, Marin negou que tenha demitido Felipão e ressaltou que a decisão de trocar o comando da seleção foi tomada após o próprio treinador manifestar o seu desejo de não permanecer no cargo. "Foi o Felipe quem manifestou espontaneamente (o desejo de sair)", afirmou o dirigente, evitando comentar se decidiu pela mudança depois das derrotas para Alemanha e Holanda nos dois últimos jogos do Brasil na Copa.
"Só tenho palavras de agradecimento ao Felipão e aos jogadores que fizeram parte dessa Copa. Não vou discutir parte técnica porque tudo já foi dito pelo Felipão. Para mim, isso é pagina virada, vamos pensar no presente e no futuro", disse. (A.E.)

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