Treinador isenta goleiro Rogério pelas falhas
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quarta-feira, 28 de abril de 1999
Agência Folha 
O técnico da Seleção Brasileira, Wanderley Luxemburgo, reconheceu que as falhas individuais do goleiro Rogério causaram o empate de ontem, mas procurou isentar o goleiro da culpa pelo resultado. As falhas individuais existiram, e eles fizeram os gols praticamente por causa delas. Mas a falha pertence ao futebol, e por isso não queremos responsabilizar o Rogério pelo resultado, afirmou o treinador. Para Luxemburgo, os méritos e defeitos devem ser divididos pelos jogadores. Numa equipe, todos ganham e todos perdem.
O treinador elogiou o desempenho de seu time. Claro que a equipe requer mais treinamento para se entrosar, mas gostei muito do que vi, principalmente em função da força do Barcelona. O Brasil jogou de maneira convincente, dentro da nossa proposta, declarou Luxemburgo.
Ele destacou a boa estréia do zagueiro Scheidt e a atuação do atacante Ronaldinho. Para se jogar futebol tem que estar feliz. Se você está infeliz, tem problemas, e há muito tempo que ele (Ronaldinho) está com problemas. A volta à seleção mexeu com o emocional dele, e, com o emocional feliz, a produção cresce.
A escalação mais ofensiva da era Luxemburgo na Seleção proporcionou a partida com o menor número de chances criadas pelo time sob o comando do técnico. Contra o Barcelona, mesmo jogando com três atacantes e um meia ofensivo, o Brasil obteve apenas sete finalizações.
Nos cinco jogos anteriores com Luxemburgo, a média de conclusões do time era de 15,4 por partida. O baixo número de conclusões no jogo de ontem foi realizado contra uma equipe que não tem a defesa como ponto forte.
Entre os atacantes brasileiros ontem, quem teve o pior desempenho foi Amoroso, que não conseguiu finalizar nenhuma vez.
Romário, que voltou à Seleção depois de quase um ano de ausência, também não conseguiu finalizar nenhuma vez, mas fez uma assistência que resultou no primeiro gol da equipe. Já Ronaldinho foi o maior destaque do ataque brasileiro. Além de marcar um gol, ele foi o autor de três das sete conclusões do time. Rivaldo, que completou o quarteto ofensivo da seleção, foi responsável por duas finalizações.


