Treinador garante que utilizará estrangeiros
Rio - Carlos Alberto Parreira se mostrou tranquilo quanto a intenção de os clubes europeus enviarem à Fifa um pedido formal para não liberarem seus atletas para o amistoso contra a China. Dos 22 jogadores, 19 atuam por clubes estrangeiras.
''Não importa se os motivos para a realização do amistoso são políticos, técnicos ou financeiros. A questão é que se trata de uma data Fifa e vamos utilizar os jogadores'', afirmou Parreira. ''Não me interessa, eles vão ter que liberar e acabou.''
O assunto voltou a ser abordado por Parreira, porque o grupo conhecido por G-14 entidade que congrega os 18 maiores clubes da Europa decidiu, em uma assembléia realizada ontem, pedir autorização formal à Fifa para não liberar os jogadores. Um dos motivos alegados para a formulação do documento foi o de que a partida ''não responde a razões esportivas, mas atende apenas a interesses econômicos''.
Parreira lembrou que a determinação de datas para amistosos pela Fifa, onde os clubes são obrigados a ceder seus atletas, foi uma ''jurisprudência'' aberta pelos brasileiros. Diante da recusa dos europeus em ceder seus jogadores para amistosos, a Fifa elaborou esta solução, ontem contestada.
''Temos cinco datas Fifa marcadas e vamos utilizar todos os atletas que acharmos necessários'', frisou Parreira. ''Agora, não convocaria esses jogadores (de clubes europeus) para partidas que não sejam datas Fifa, porque sei que não vão ser liberados.'' (A.E.)





