Curitiba - A chegada de Paulo Bonamigo ao elenco do Coritiba, em abril de 2002, coincidiu com o início da preparação do grupo para o Brasileiro do ano passado. A equipe vinha tendo um bom desempenho no torneio, mas na reta final começou a patinar e acabou deixando escapar a última vaga nas quartas-de-final na última rodada. O Santos, adversário de hoje, aproveitou a oportunidade e acabou sagrando-se campeão brasileiro.
Segundo Bonamigo, a desatenção na reta final do Brasileiro foi causada pelo surgimento de vaidades pessoais e as noitadas de alguns jogadores. ''Este ano estamos atentos. O grupo sabe que se quiser chegar a um resultado verdadeiramente bom, tem que manter a união e o trabalho'', aponta o técnico.
Pelos números, o elenco alviverde realmente aprendeu a lição. Mesmo na disputa de um estadual curto, sem tanto prestígio como nas edições anteriores, o Coritiba teve um desempenho invejável. Com nove vitórias e quatro empates, conquistou o Estadual de maneira invicta, fato inédito na história do clube.
Após o Estadual, a torcida teve sua primeira desilusão do ano: a eliminação na primeira fase da Copa do Brasil frente ao Ceará. O início do Brasileiro também foi triste para os torcedores: com um empate na primeira rodada e três derrotas consecutivas, parecia que o clube iria lutar para evitar o rebaixamento.
Na quinta rodada, as coisas mudaram de figura. O Coxa emendou três vitórias na sequência, e teve uma derrapada contra o Grêmio no dia 11 de maio. De lá pra cá, a equipe não conheceu o gosto da derrota: o Coritiba acumula sete partidas sem derrota, sendo que saiu vitorioso em cinco delas.
O desempenho do Coritiba em 2003 pode ser melhor traduzido em números: a equipe conquistou 68% dos pontos que disputou, um aproveitamento igual ao obtido pelo Cruzeiro até a 15 rodada do Brasileiro. Em média, o Coritiba marcou 1,8 gols por jogo este ano, tendo levado em média apenas um gol por partida. (R.S.)

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