O técnico da França, Aimé Jacquet, reconheceu ontem, na entrevista coletiva concedida no Centro Técnico Nacional de Futebol, em Clairefontaine, que a escassez de gols registrada a partir das etapas decisivas do Mundial começa a lhe preocupar. A seleção anfitriã conseguiu marcar nove gols na primeira fase do torneio, contra África do Sul (3), Arábia Saudita (4) e Dinamarca (2), mas depois decepcionou contra Paraguai, contra quem obteve uma apertada vitória por 1 a 0, e contra a Itália, superada apenas na decisão por pênaltis, após um 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. ‘‘Certamente, a falta de gols é um problema que nos poderia ter custado caro’’, admitiu.
Tamanha inquietação levou Jacquet a editar um vídeo para provar aos atletas que são capazes de finalizar as jogadas - os lances, obviamente, foram colhidos dos jogos da equipe na primeira fase. ‘‘Está faltando um pouco de sangue frio aos nossos atacantes’’, comentou o treinador. ‘‘Espero que voltem a ser confiantes, serenos e conscientes da capacidade que têm.’’
O atacante Guivarch também preferiu não polemizar a atitude de Jacquet, que raramente anuncia o ataque do time na véspera de um jogo, deixando uma eterna dúvida no ar - apenas Henry é titular indiscutível do setor, amanhã, contra a Croácia. ‘‘Não me interessa se vai jogar Trezeguet, Guivarch ou Pires’’, disse. ‘‘Estamos numa Copa do Mundo e temos um grupo de 22 jogadores competitivos, que, certamente, estão bem contentes de estar aqui.’’

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