O Brasil passou a conhecer melhor Wanderley Luxemburgo no dia 30 de novembro, durante seu depoimento de mais de cinco horas, na CPI do Futebol, no Senado. Diante de provas documentais, proporcionadas pela quebra do seu sigilo bancário e fiscal, e das justificativas incapazes de convencer quem quer que fosse, Luxemburgo acabou denunciado por vários crimes. Primeiro, por sonegação fiscal. No período de 1996 a 1999 ele movimentou R$ 18,8 milhões e declarou à receita apenas R$ 8 milhões. Depois por evasão fiscal, ao manter contas bancárias ativas, não declaradas, fora do País. A CPI recomendou ao Ministério Público o seu enquadramento em crime de perjúrio, por ter mentido no depoimento. Pesa ainda contra ele a acusação de receber comissões na venda de passes de jogadores e até se estuda o envolvimento de Luxemburgo com o narcotráfico, já que o rastreamento de suas contas detectou um cheque de R$ 200 mil emitido em favor da Compugraphics, empresa utilizada pelo tráfico de drogas para lavagem de dinheiro.

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