Trechos do livro
''Onde quer que se construísse estações, os ingleses tratavam de marcar o campo ao lado. Era o que bastava. Com estação e campo de futebol lado a lado, o apito do chefe de trem poderia servir também ao árbitro, então chamado de referee... Tudo isso antes da volta de Charles Miller ao Brasil. Ou melhor, tudo antes da ida de Charles Miller para seus estudos na Inglaterra''. Do Capítulo ''O trem chega ao Brasil''
''Hoje, apenas pode constatar que o Pery vive, como as antigas ferrovias, de saudade. Seu estádio está em ruínas. Nada mais lembra o velho Leão da Fronteira. Vai longe o tempo em que Caroço era seu maior craque. Ou que Antonio Espezin era contratado pelo Coritiba, como depois Leocádio foi pelo Operário Ferroviário de Ponta Grossa e, mais tarde, pelo mesmo Coritiba.'' Sobre o Pery, de Mafra (SC), no capítulo: ''Pery, onde Vera Fischer dava braçadas''
''Um jornal de Belo Horizonte prometeu dar um Mustang a quem conseguisse marcar um gol em Raul Plassmann, goleiro do Cruzeiro, invicto há mais de mil minutos. Coube a Evanir, do Ferroviário de Santos Dumont, onde o Cruzeiro fazia pré-temporada, acabar com a invencibilidade. Era um daqueles jogos que os times chamam de match-treino. Treino coisa nenhuma, em Santos Dumont o jogo valeu mais que decisão de campeonato. Evanir foi saudado como um quase milionário. Houvesse sido avisado o Corpo de Bombeiros, teria desfilado num caminhão''.
Trecho escolhido pelo autor para a contracapa do livro
''Foram milhares de quilômetros, de Rio Grande a Porto Velho, passando por 21 estados brasileiros, acompanhando a história de mais de cem times ferroviários ... Nenhum outro segmento da sociedade brasileira criou tantos clubes, em tantos lugares. Nem o comércio, a indústria, os operários. Mais que os ferroviários, não houve. Retrato da importância que, um dia, as estradas de ferro tiveram na vida brasileira''. Último parágrafo do livro





