São Paulo - É provável que parte das pessoas que forem torcer pela Ferrari e seus pilotos, Michael Schumacher e Rubens Barrichello, já no primeiro treino do GP Brasil, sexta-feira, não imagine a verdadeira operação de guerra exigida da equipe para colocá-los em condições de disputar a prova. A expressão não é nova: ''Os deslocamentos da Fórmula 1 equivalem à movimentação de um exército.''
Ontem, no autódromo de Interlagos, os integrantes da maioria das dez equipes da competição trabalhava para aprontar suas armas. ''Trouxemos para cá cerca de 37 toneladas de equipamentos'', disse o responsável pela logística da Ferrari, Stefano Ballarini.
Flavio Briatore, diretor da Renault, costuma dizer que um piloto de Fórmula 1 é o funcionário final da linha de montagem da escuderia. ''Antes de chegar nele, 800 outras pessoas já deram a sua contribuição na montagem do carro e de toda a estrutura necessária para disputar o campeonato'', fala o italiano. Os dias que antecedem a realização de um GP, como ontem, são mais reveladores dessa intensa atividade que antecipa o evento, bem como depois, quando tudo deve ser transferido para outro país. ''O nosso material vem acomodado em mais ou menos 60 caixas, de todas as medidas'', explica Ballarini.
Essas caixas assumem dimensões, por vezes, desproporcionais, com 4 ou 5 metros de extensão. ''Esse é um dos problemas de transportamos tudo para São Paulo, a questão nem é tanto o peso, mas o volume'', diz Tamas Rohonyi, da Interpro, empresa que promove e organiza o GP Brasil há 25 anos. Foi por isso que sábado decolou de Munique um avião jumbo com os equipamentos apenas da Ferrari, Toyota e Minardi.

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