Maripá - O trator de arrancadão é bem diferente do trator que vai para a lavoura. Velocidade, design, estrutura, tudo é modificado em busca de mais competitividade e segurança.
  Pelas normas da organização, o trator tem que pesar no mínimo 1,9 mil quilos. Na parte traseira, a estrutura original é mantida, com as rodas aro 36 e a suspensão de um trator convencional. Já na parte dianteira aparecem as principais diferenças. Na maioria dos tratores, a suspensão adotada é de uma camionete tipo a Chevrolet D-20, que carregam rodas aro 15. Mas existem equipes que adotam suspensão de Brasília ou Fusca.
  O motor de 4 cilindros é movido à diesel, com diferencial autoblocante nas rodas traseiras e câmbio mecânico de quatro marchas. É proibido o uso de câmbios automáticos.
  Para deixar ainda mais envenenado e ganhar potência e explosão, os pilotos utilizam injeções de oxido nitroso. Um botão no volante aciona o dispositivo que joga o nitro para o motor, aumentando a explosão e a velocidade. ‘‘O trator chega a ganhar em média 25 km/h quando usa o nitro na arrancada’’, explica o comissário da Federação Paranaense de Automobilismo (FPrA), Júlio César Faoro. Assim, o trator chega a atingir 142 km/h no final dos 201 metros da pista. Um trator normal roda no máximo a 40 km/h na estrada e de 5 a 15 km/h na lavoura. Um trator em condições de vencer uma etapa chega a custar R$ 80 mil.
  O uso do nitro, porém, também causa a maioria dos problemas nos motores, que, num temperatura média de 1,2 mil graus, recebe uma descarga de gás gelado. ‘‘Pode quebrar a junta, derreter as válvulas’’, lembrou Faoro.
  As equipes são formadas geralmente pelos familiares e contam com um mecânico e um bombista contratados, que recebem de acordo com a premiação obtida nas provas. (T.M.)

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