Transformação movida a café incluiu o futebol
A integração futebolística Norte Velho-Norte Novo em campeonatos de profissionais começou em 1957 e se notabilizou amplamente no limiar de 1960, já confrontando os times do Paraná velho e trazendo para o interior títulos estaduais. Era o produto de uma inigualável ''transformação'', em se recorrendo a um apontamento no livro clássico de Pedro Calil Padis: em menos de 40 anos, converteu-se uma área ''absolutamente despovoada'' de 71.637 km2, aproximadamente 36% do território paranaense, ''em região que, em 1960, contava com 1 milhão 843 mil habitantes (34% da população do Estado) distribuídos em 172 cidades, algumas de porte considerável''.
Transformação movida a café, que o geógrafo francês Pierre Monbeig traduziu porcentualmente: ''de 1939 a 1951 o preço médio FOB da saca exportada de café via Santos teve acréscimo de 772% e de 1949 e 1950, de 80%''. Em 1953, as geadas provocaram uma nova alta em todos os mercados, acrescenta Monbeig, um dos implantadores da Universidade de São Paulo (USP) e que conhecera Londrina em 1935. Sua análise está no livro intitulado ''O Brasil'' (Difusão Europeia do Livro, 2. edição, 1958).
A saca exportada havia saído de US$ 7,94 em 1940 para US$ 82,00 em 1955, impulsionando o plantio e o desbravamento de novas áreas, cenário para os táxis aéreos e o Jeep Willys, importado dos Estados Unidos e montado em Londrina pela Transparaná. Em 1962, o Paraná se tornou o maior produtor brasileiro de café, com 54%.(W.S.)





