O técnico Paulo César Carpegiani, que foi dono do extinto RS Futebol, clube gaúcho onde o meia Ederson surgiu, quebrou o silêncio e explicou a transação feita em 2004, mas que virou polêmica nas últimas semanas, pelo fato de nela ter se envolvido o técnico da Seleção Brasileira, Dunga.
Foi Carpegiani que procurou Dunga, no final de 2003, para estreitar laços com o grupo Image Promotion Company (IPC), com qual Ederson foi negociado. Na transação de 75% do meia, a empresa Dunga - Empreendimentos, Promoções e Marketing recebeu R$ 407 mil, pelo "assessoramento, acompanhamento e indicação de investidor na aquisição".
Agora, Carpegiani está na Justiça em um processo para tentar indenização por causa de uma "parte 2" inesperada dessa relação. O RS Futebol alega que Juarez Rosa, braço direito de Dunga, usou, em maio de 2007, uma procuração sem validade (que vigorou até 1 de julho de 2006, assinada para a ida de Ederson ao Nice, da França) a fim de acertar com o Club Atletico Juventud de Las Piedras, do Uruguai, o recebimento 50% de uma futura transferência do brasileiro para um outro clube (o negócio não vingou).
- Isso é que não gostamos e não vamos admitir jamais. Por isso existe o processo. A procuração foi extinta, um ano e pouco depois ficamos sabendo. Corremos atrás e entramos com um processo. A utilização do nome do RS é ilegal - afirmou Carpegiani, em entrevista à Rádio Bandeirantes do Rio Grande do Sul.
Juarez é réu com a IPC na ação, aberta no Tribunal de Justiça gaúcho, mas que hoje corre no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Imagem ilustrativa da imagem TRANSFERÊNCIA - Carpegiani explica rumo do caso Ederson
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