São Paulo, 16 (AE) - Em campo, nesta quarta-feira à noite, contra o Palmeiras, Marcelinho Carioca recomeça sua disputa da Taça Libertadores da América. Na estréia, contra o mesmo adversário, há 20 dias, o corintiano insultou o bandeirinha e acabou expulso. Além de ajudar a levar a equipe para a segunda fase da competição, Marcelinho tem um desafio pessoal - reconquistar o carinho da torcida corintiana de outros anos. "Não consigo disfarçar quando não estou bem", reconhece o atleta. "Mas posso garantir que hoje estou tranquilo e em paz."
Segundo Marcelinho, os torcedores costumam exigir mais do jogadores que decidem uma partida. "Isso é normal, mas a torcida sabe em quem confiar."
Marcelinho marcou gols na três partidas contra o Cruzeiro, na final do Campeonato Brasileiro do ano passado. Este ano, porém, o relacionamento do atleta, há cinco anos no clube, com a torcida, não está tão bem. No clássico contra o São Paulo, domingo, a torcida pediu Dinei em seu lugar. "Reconheço que não joguei bem, como o time não jogou bem." Coincidência ou não, na melhor atuação do Corinthians da temporada - a goleada por 8 a 2 sobre o Cerro Porteño, pela Libertadores da América, Marcelinho, suspenso, não jogou. Foi substituído por Dinei e assistiu a Fernando Baiano marcar cinco gols.
No 10 jogos oficiais do Corinthians na temporada - seis pelo Torneio Rio-São Paulo, dois pela Libertadores e dois pelo Campeonato Paulista - Marcelinho só marcou dois gols, ambos contra o São Paulo, nos dois confrontos pelo Rio-São Paulo. Além da escassez de gols, Marcelinho não tem apresentado um bom futebol e mostrado momentos de irritação. "Não vou reclamar mais do juiz porque não adianta", resume.
O comportamento de Marcelinho foi até alvo de questionamento por parte da apresentadora Hebe Camargo. "Por que você anda tão esquentado?", indagou Hebe, na noite de segunda-feira, em seu programa de TV.
Marcelinho, acompanhado de sua mulher, respondeu ser um "vencedor", até mesmo em casa, no jogo de damas. Hoje, Marcelinho foi o último a deixar o gramado do Parque São Jorge, após o treino. A torcida voltou a agradá-lo, pedir autógrafos. "Quando a situação fica difícil sei que alguma coisa vai acontecer e me ajudar."

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