Entre 5 e 6 de setembro de 1972, os Jogos Olímpicos de Munique, na Alemanha, se tornaram um pesadelo, com 11 atletas israelenses sequestrados e assassinados por um comando da organização palestina ‘‘Setembro Negro’’. Segundo o suposto ideólogo do movimento, Abu Daud, o atentado pretendia ‘‘chamar a atenção do mundo para a causa palestina’’, que havia sido privada de seu reduto principal na Jordânia. O nome da organização terrorista ‘‘Setembro negro’’ foi inspirado na própria data da derrota árabe.
A tragédia de Munique se tornaria o símbolo de uma nova forma de terrorismo dos anos 70 e 80 – baseada no impacto das ações junto à imprensa –, que tornaria famosos grupos como as Brigadas Vermelhas na Itália e o Baader Meinhoff, na República Federal da Alemanha. Em 5 de setembro de 1972, às 4h25 locais, oito palestinos do grupo ‘‘Setembro negro’’ invadiram o edifício israelense da vila olímpica de Munique.
Dois membros da delegação israelense que tentaram evitar o sequestro foram assassinados no ato: o treinador Moshe Weinberg e o halterofilista Josef Romano. Os outros nove atletas foram tomados como reféns.
O comando pediu a libertação de 200 palestinos e de alguns simpatizantes da causa palestina detidos em Israel, como o japonês Kozo Okamoto, sobrevivente do massacre do aeroporto de Lod, em maio de 1972.
Às 22 horas, o comando e seus reféns deixaram a vila olímpica a bordo de dois helicópteros com destino à base militar de Fuerstenfeldbruck. Assim que chegaram, dois palestinos saíram para inspecionar um Boeing 737 posto à sua disposição.
Quando voltaram até o local onde estava a maior parte do grupo, a polícia alemã abriu fogo. Seguiu-se um tiroteio intenso, que provocou 16 mortes: as de nove reféns, cinco fedahines, um policial e um piloto.

mockup