Curitiba - No primeiro grande jogo no Couto Pereira após o quebra-quebra na partida que decretou o rebaixamento do Coritiba no Brasileirão, contra o Fluminense, em dezembro do ano passado, o trauma daquele dia se fez presente. O policiamento foi reforçado dentro e fora do estádio. Quando o jogo já estava 2 a 0 para o Coxa, o placar eletrônico do Couto mostrou seguidamente mensagens solicitando para que os torcedores alviverdes não invadissem o gramado.
Nos discursos dos campeões paranaenses de 2010, foram feitas referências ao quebra-quebra. O atacante Marcos Aurélio, que integrou o elenco coxa-branca rebaixado no Brasileirão de 2009, comparou aquele dia com a festa pelo 34º título paranaense. ''Aquele foi um momento triste. O dia 6 de dezembro (data da tragédia) não sai da nossa cabeça. O que podemos fazer é o que fizemos hoje (ontem): nos dedicar ao máximo para tentar trazer alegrias para o torcedor do Coritiba'', disse o atacante.
Rafinha, que foi contratado pelo Coxa após o rebaixamento, apontou que o Paranaense foi um teste para o principal objetivo do time em 2010: reparar o estrago do ano passado. ''O título é o primeiro passo, vai nos motivar para o principal campeonato do ano para nós: a Série B'', afirmou o meia. O jogo contra o Cascavel, no próximo domingo, será o último do Coxa no Couto Pereira em muito tempo. Nos 10 primeiros jogos como mandante na Série B, o Coritiba, punido pela Justiça Desportiva, vai atuar em Joinville (SC). (F.G.)

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