Rio de Janeiro - A morosidade da Justiça brasileira e seus diversos recursos têm ajudado os dirigentes do Vasco a escapar de uma severa punição, por causa da queda da grade do Estádio de São Januário, onde mais de 150 pessoas ficaram feridas, durante a segunda partida da final da Copa João Havelange, contra o São Caetano. A tragédia completou sexta-feira um ano e transformou um dia de alegria em tristeza e drama, além de ter manchado a gloriosa história do clube. Após as investigações, a superlotação de São Januário foi apontada como a causa da tragédia.
O laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) também revelou que as grades de proteção das arquibancadas estavam em estado precário de conservação.
Dos torcedores feridos, cerca de 50 entraram com pedidos de indenização por danos morais e materiais na Justiça do Rio. A defensora pública Rosana Hasson Lyra explicou que além do Vasco se recusar a fazer qualquer tipo de acordo com as vítimas, seus dirigentes têm usado todo o tipo de recursos para atrasar o andamento dos processos. Para Rosana, mesmo com o retardamento dos processos, os dirigentes ainda serão punidos. Ela disse que espera conseguir indenizações de até 200 salários mínimos.

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