Tradição de vitória motiva Brasil contra Uruguai
São Paulo, 17 (AE) - Tirar vantagem da tradição de derrotar o Uruguai. Esta tem sido a tônica das conversas do técnico Hélio Rubens Garcia com os jogadores da seleção brasileira, que amanhã enfrenta os uruguaios na última rodada da fase de classificação do 38.º Campeonato Sul-Americano de Basquete, em Bahía Blanca, na Argentina. As duas equipes decidem o primeiro lugar do Grupo A, em jogo que começa às 19h30, com transmissão da ESPN Internacional.
"O Brasil deve entrar com força para vencer e sair como o primeiro da chave," disse o técnico Hélio Rubens. "Temos de tirar vantagem de tradição de ganharmos dos uruguaios." As duas equipes já jogaram 40 vezes, com 24 vitórias do Brasil. O Uruguai levou vantagem de 1930 a 1970: 15 a 10. Mas nos últimos anos, até 1997, a seleção brasileira massacrou os rivais em número de vitórias: 14 a 1. Depois do Sul-Americano de Montevidéu, em 1981, quando foi derrotado por 66 a 65, o Brasil não perdeu mais para o adversário. Na edição de Maracaibo, na Venezuela, em 1997, os uruguaios foram campeões, mas perderam duas vezes para os brasileiros durante o torneio: 75 a 74 e 86 a 76.
"O jogo do Uruguai é baseado em trabalhar a bola", observou Hélio Rubens. "Eles dependem muito do armador Capaldo e do ala-armador Castrillo", acrescentou. "Se marcarmos bem, o time cai de produção." Além de apresentar um eficiente sistema defensivo, o técnico brasileiro quer a seleção jogando com velocidade. "Também é preciso concentração durante os 40 minutos e equilíbrio emocional."
Feminino - Enquanto a seleção brasileira se prepara, em Friburgo, no Rio, para uma série de seis amistosos com a Eslováquia, a partir do dia 25, e para os Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em julho e agosto, as jogadoras buscam clubes para a próxima temporada. A pivô Cíntia Tuiu, de 23 anos e 1,94 metro
vai assinar um contrato de dois anos com o clube italiano Bees Basket Treviglio.
Os italianos também têm proposta para a pivô Leila, que ainda não decidiu se vai para a Itália. Leila - que é evangélica - gostaria de permanecer no Brasil por causa da religião e estuda uma proposta de uma equipe de Ribeirão Preto, onde poderá jogar com as irmãs Marta e Márcia.
Estrangeira - O BCN/Osasco, que deve ser uma das equipes mais fortes da próxima temporada, está negociando a contratação de um reforço estrangeiro: a iugoslava Nina Bjedov, jogadora de 27 anos e 1,99 m, melhor pivô do Campeonato Europeu. Nina atua no Los Angeles Sparks, time da Womens National Basketball Association (WNBA).





