Trabalho é forte na Argentina
Paulo WolfgangMonteiro: 6 anos na ArgentinaO fundador do grupo dos Atletas de Cristo na Argentina – país onde o trabalho é mais forte – e responsável pela evangelização dos desportistas de língua hispânica na América Latina é o brasileiro Johny Monteiro, que está há seis anos trabalhando com os atletas argentinos. Ele conta que no começo passou por muitas dificuldades, sendo execrado pela maioria dos jogadores e dirigentes. ‘‘O que este brasileiro quer entre nós? Era o que mais eu ouvia’’, conta.
O trabalho começou nas equipes de menor expressão, mas hoje está entre as maiores da Argentina. ‘‘Quando comecei no Velez Sars Field a equipe era inexpressiva, mas certamente com a ajuda de Deus e de nosso trabalho, que começou nas categorias de base, o time chegou até a vencer um campeonato mundial’’, relembra com orgulho do time de 94 que conquistou os maiores títulos de sua história com atletas formados no próprio clube.
Atualmente, o trabalho dos Atletas de Cristo é reconhecido por todos naquele país. Há cinco anos existe um programa de uma hora em um canal nacional que trata do esporte como um todo, sempre levando aos telespectadores mensagens cristãs e de alegria. Monteiro conta que um dos precurssores no trabalho dos ADC na Argentina foi Silas, ex-São Paulo: ‘‘Até hoje ele é um dos mais queridos por lᒒ.
Monteiro lembra que a estratégia de usar o esporte como difusor dos padrões cristãos é muito importante. ‘‘O esporte é hoje o melhor e maior agente de comunicação do planeta’’, afirma. ‘‘A linguagem esportiva é mundial e todos a entendem perfeitamente’’. Segundo ele, cada vez que um Atleta de Cristo aparecer na televisão testemunhando o amor de Deus, ele estará falando com milhões de pessoas. ‘‘No Brasil, por exemplo, o futebol, é muito mais que um esporte, trata-se de um assunto de grande importância para a nação; e a linguagem empregada vai além de barreiras sociais, raciais e até religiosas’’, explica.
Sobre alguns maus exemplos dados por atletas que se dizem cristãos – como Marcelinho Carioca, que volta e meia se envolve em alguma confusão dentro de campo, ou mesmo é alvo de fofocas pessoais em revistas do gênero – Monteiro diz que todo homem está sujeito a falhas. No caso de Marcelinho, ele conta que o conhece muito bem e sabe qual é o problema do atleta: ‘‘Todos que chegam perto de Marcelinho estão preocupados com a imagem do jogador e não com a pessoa, com o homem propriamente dito.’’
Na opinião dele, as pessoas querem é se aproveitar da imagem de Marcelinho Carioca e acabam atrapalhando a vida do atleta. ‘‘Mas eu garanto que ele está procurando uma intimidade maior com Deus e que ele está arrependido de todas as mancadas que deu ao longo de sua carreira’’, ressalta Monteiro.