Ele já tentou jogar futebol, virar músico e não deu certo. ''Ia bem, mas não era o que estava procurando''. Certo dia, disputava uma pelada de basquete na quadra do condomínio onde mora quando o treinador Gringo o convidou para fazer um teste no time que treina na AABB. Isso foi há cinco anos e desde então o ala/armador Renato Lopes resolveu investir na carreira de jogador de basquete.
Lopes faz parte da equipe sub-15 do time da AABB/FlexTv e no último mês de agosto integrou a seleção paranaense, em Vila Velha (ES), no torneio da divisão de acesso que valia vaga na elite do basquete nacional. O próximo compromisso será pelas finais do Campeonato Paranaense Sub-15, que acontece até o próximo domingo, em Pérola do Oeste. Dentre os ídolos que cultua, o ala-armador Leandrinho Barbosa, do Phoenix Suns, da NBA, é o preferido.
''Pretendo seguir como atleta, mas primeiro vou tentar defender algum time universitário para trocar uma vaga num curso de educação física. O Celinho (Guergoletto Júnior) fez uma coisa parecida. Pretendo continuar sempre no esporte, disputar ligas importantes. É uma área que eu gosto'', planeja Lopes.
Segundo o técnico Roosevelt Domingues Vilanueva, conhecido no meio esportivo como 'Gringo', os jogadores são oriundos de um projeto que até o ano passado era desenvolvido no Colégio Estadual Evaristo da Veiga. Dentre os nomes que elenca, o ala Douglas Edgard e o pivô Rodrigo Minelli são promessas para a seleção paranaense em 2010, também no Sub-15.
A proposta de trabalho de Gringo é formar jogadores profissionais, mas grande parte desiste quando chega no juvenil, devido a obrigações como estudos, trabalho e família. Mas mesmo assim permanece tentando desenvolver o nível técnico, promovendo viagens para torneios de porte como o Sul-Americano. Conforme afirma, alguns de seus atletas já foram aprovados em peneiradas no Pinheiros (SP), Fluminense (RJ) e Joinville (SC), mas preferiram ganhar mais experiência de vida antes de sair da casa dos pais.
''O único jeito de crescer no esporte é viajando para disputar torneios contra times de nível. Uma coisa é jogar contra times de cidades pequenas, outra é enfrentar um Botafogo, Flamengo ou clubes da Argentina e do Chile'', compara Gringo, ressaltando que a falta de patrocínio não impede que a garotada organize rifas e promoções de pizzas para angariar fundos para as viagens. Em dois anos, foram 10 troféus, sendo cinco de campeão, além de duas participações anuais em Sul-Americanos.

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