Para os torcedores corintianos que trabalharam ontem pela manhã, acompanhar a partida foi mais difícil. Na feira livre da Rua Alagoas (região central), o pasteleiro Reginaldo Ferreira Cardoso, de 33 anos, atendeu os clientes com o ouvido atento à transmissão do jogo pelo rádio. Seu nervosismo era visível e a ansiedade aumentava a cada mudança da entonação de voz do locutor da partida.
Perto dali, o feirante Antônio Otaviano de Oliveira, de 53 anos, sofreu ainda mais para acompanhar a partida. Ele revelou que não conseguiu uma antena que servisse em seu televisor e não levou rádio algum. ''A cada rojão que soltavam vinha um cliente e falava que era gol do Chelsea e ficava difícil de saber o que estava acontecendo'', revelou.
A vida dos garçons corintianos que trabalharam nos bares durante a partida foi mais confortável, já que eles estavam cercados por monitores de TV que transmitiam a partida. Wesley Rogério Leal, de 25 anos, do Bar Camisa 10, relatou que torceu junto com os clientes. ''Dá para fazer as duas coisas ao mesmo tempo, mas também sofri junto com eles'', confessou. (V.O.)

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