Paris, França - Chegou ao fim a novela: a Toyota confirmou ontem Ralf Schumacher para as próximas três temporadas. A notícia já era mesmo esperada. Com a definição do futuro do alemão, várias conversações entre pilotos e equipes que estavam paralisadas serão retomadas. E já a partir de amanhã, em Silverstone, onde começam os treinos livres para o GP da Inglaterra, 11 etapa da temporada.
O próprio Ralf já havia anunciado para a imprensa alemã a sua transferência da Williams para a Toyota a partir de 2005. ''Optei pelo futuro'', disse em seu site oficial, ontem. ''Sei que não se consegue o sucesso da noite para o dia, mas posso prometer toda energia e paciência que me forem solicitadas.'' Curiosamente, aos 29 anos, Ralf fala em paciência, o que mais a Williams teve com seu comportamento imprevisível e arredio e menos ele dedicou à escuderia. Desde que estreou na organização de Frank Williams, em 1999, conquistou cinco pole positions e seis vitórias.
Ralf ganhava cerca de US$ 15 milhões por ano na Williams, queria no mínimo o mesmo para renovar. Frank lhe ofereceu US$ 9 milhões, mas depois desistiu, levando o irmão mais novo de Michael Schumacher a aceitar US$ 6 milhões da Toyota. No seu site desmentiu tudo: ''Dinheiro nunca foi o que me motivou na Fórmula 1. Já ganhei muito.'' Ralf só voltará a correr nas três etapas finais do Mundial, China, Japão e Brasil, por estar em recuperação da fratura de duas vértebras no GP dos Estados Unidos.
O diretor de competições da montadora japonesa, Tsutomo Tomita, informou no comunicado não ter pressa em definir o outro piloto da Toyota: ''Cristiano e Panis serão considerados para a vaga.'' Já na Williams, os mais cotados para substituir Juan Pablo Montoya, de contrato assinado com a McLaren, e Ralf são Mark Webber, da Jaguar, e Giancarlo Fisichella, Sauber. Com certeza o mercado de pilotos estará bem agitado durante o fim de semana. David Coulthard, hoje na McLaren, pode ir para o lugar de Webber, na Jaguar.

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