Touchê (Humor na Copa)
Touchê (Humor na Copa)
Um bate-bola com os
nossos colaboradores
A Copa termina amanhã. A coluna Touchê - Humor na Copa fecha as suas cortinas verdes de bolinhas amarelas (que bom gosto!) e encerra o espetáculo. Temos certeza de que os leitores nem acreditam que isto esteja acontecendo. Não aguentavam mais tantas bobagens. Durante cerca de 40 dias nossos colaboradores (voluntariamente ou não) comentaram o maior evento de futebol e picaretagem do planeta. Para finalizar, vamos às últimas opiniões de alguns cronistas esportivos improvisados que, cá entre nós, não ficaram devendo nada aos especialistas. Aliás, alguns especialistas é que ficaram devendo pra moça dos Correios, pro rapaz do laboratório fotográfico e pro português do botequim. Toda Copa é a mesma história. Só muda de endereço.
Rosita dos Patins - A grande festa vai chegando ao fim e não sei se vai dar pra levar um pedaço de bolo, uns salgadinhos e uns brigadeiros pra casa. Nada será como Nantes. E já sinto saudades de Paris, de Lésigny, de Ozoir-la-Ferriére e do empresário italiano que se apaixonou por mim e financiou esta doce aventura na terra de Renoir, Manet, Monet e todos estes pintores que exigem biquinho pra dizer seus nomes. Ui, um charme! Me sinto realizada por dentro e por fora, se é que vocês me entendem. Meu palpite para a final é Brasil 20 x França 4.
(Rosita dos Patins continua sendo drag-queen assumidérrima)
Antonio Tonhão Cascagrossa - Foi bão participá da Copa iscreveno nu jornar. Só num goshtei que cunvidaru uns inguinoranti pra falá de futebor, uns bicho esquisito e inté umas bicha, tudo nu mesmo ispaço e agora o pessoar aqui du boteco tá mi istranhano. Dispois eu faço qui nem o Dunga i saio dano cabeçada nuns pião, aí vão dizê que o Tonhão é isso, o Tonhão é aquilo. Num goshto di frescura. Si o Brasil entrá em campo qui nem macho, a genti meti um saco nesses franceis. Parpite: 4 a 0. Pra comemorá vô tomá uma amansa sogra e uns par de cerva gelada, falô?
(Antonio Tonhão Cascagrossa é estivador e macho pra caramba!)
Ademmerval Zagallo dos Santtos - Peço data vênia para uma breve consideração sobre o principal artífice e lídimo responsável pela campanha brasileira nos campos de batalha da terra do general dos generais: o inominável Zagallo, um homem sem medo da morte súbita! De reserva moral do País, Zagallo tornou-se titular absoluto no coração do povo. Zagallo pra presidente! Brasil 1 x França 0.
(Ademmerval Zagallo dos Santtos é advogado porta-de-cadeia e agora admite ligeiro parentesco com o técnico da Seleção)
Naomi Freud - Espero que, de alguma forma, meu trabalho terapêutico tenha ajudado a Seleção. Felizmente a Copa está chegando ao fim e alguns jogadores e membros (no bom sentido) da comissão técnica vão poder ter o tratamento adequado. A conclusão a que cheguei: para se ganhar uma Copa tem que ser completamente maluco. Zagalo se saiu muito bem. Brasil 3 x França 2.
(Naomi Freud é psicocronista terapeuta esportiva e comportamental)
Taciturno Ferrreira - Graças a Deus esta palhaçada está acabando. O Brasil vai ganhar a Copa. E daí? Vai baixar o preço do aluguel? Ora, façam-me o favor! Quando digo que o futebol idiotiza as pessoas tem uns idiotas fanáticos que dizem que eu é que sou um chato. Mas botar na filha o nome do goleiro da Seleção é demais. Ainda bem que o herói (entre aspas) do jogo não foi o Júnior Baiano! Meu palpite é 0 a 0. No tempo normal, no anormal e nos pênaltis. Passem bem!
(Taciturno Ferreira é funcionário público e odeia futebol)
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A BOLA DA VEZ
TAFFAREL
- Sabe qual a semelhança entre um pára-quedista, um ator de filme pornô e o Taffarel?
- Essa é fácil: nenhum dos três pode falhar.
Josoé de CarvalhoFALA GALERA!
Mão no penta
É verdade que acredito no título mundial. Mas não pensem que eu acho que tudo está certinho na Seleção. Se o time estivesse tão bem, não teríamos passado aquele sufoco contra os dinamarqueses e os holandeses. O meio-de-campo ainda não me agradou. Anda meio embolado. Falta mais velocidade no toque de bola. Mesmo assim, somos favoritos no jogo com a França.
Sionei Castilho, de Londrina
Deus brasileiro
Sou paulistano e dei uma esticada até Londrina durante a Copa. Estive no Bar Brasil pra ver o jogo contra a Holanda. A galera é uma loucura. Sentir-se verdadeiramente torcedor brasileiro é olhar para a arquibancada e ver que Deus também está lá gritando gol do Brasil. Quando acabaram os pênaltis, meu amigo Ismar Rachmann olhou pra mim e disse: agora vamos ter que engolir não só o Zagallo, mas o Taffarel também. Certíssimo.
Nelson Rosenthal, de São Paulo





