A convite deste prestigioso matutino, tentamos traçar (no bom sentido) um perfil psicológico de alguns dos principais jogadores do selecionado brasileiro e de alguns membros (novamente no bom sentido) da comissão técnica. Seguem-se também algumas recomendações terapêuticas.
Taffarel - É a antítese do neurótico (e não me venham com essa história machista e preconceituosa de que goleiro ou é louco ou é bicha). Trata-se de um indivíduo tão bem centrado, mas tão bem centrado, que às vezes tem dificuldades para abandonar o centro do gol.
Cafu - Depois de tratamento intensivo, livrou-se do estranho tique nervoso que o levava a coçar o nariz o jogo inteiro, o que despertou a admiração de renomado crack argentino e constantes suspeitas da comissão antidoping. Agora, totalmente recuperado, prefere dar cambalhotas na grama, deitar e rolar.
Júnior Baiano - De personalidade miketysoniana (objeto de estudos do famoso médico norte-americano Don King Size), costumava perder o controle facilmente, o que gerava angústia e depressão depois do ato. Submeteu-se a sessões de massagens reichianas (que não é bem isso que alguns leitores podem estar imaginando) e até ontem à tarde parecia equilibrado.
Edmundo - Superada a síndrome de Gracie (relativa à família do jiu-jitsu), que lhe valeu o apelido de Edmundo Animal, o paciente mergulhou em estado psicótico-depressivo e, antes que se transformasse em Edmundo Vegetal, ganhou nova chance na Seleção. Precisa de acompanhamento contínuo (e antes que alguma aventureira lance mão, já me candidatei para este exaustivo trabalho).
Dunga - Líder em campo, de personalidade forte e dominadora, dá-se melhor com companheiros passivos. Precisa conter o ego e liberar o id de vez em quando. Livrando-se das couraças musculares, com certeza vai melhorar seu rendimento e evoluir nos relacionamentos.
Bebeto - Acometido por uma psicose pouco antes da Copa, imaginou-se perseguido por Zagallo, depois pelos companheiros de Seleção, e agora, num surto megalomaníaco, acredita estar sendo perseguido por toda a imprensa e a torcida brasileira. Precisa de terapia urgente, antes que passe a acreditar que os fuzileiros navais dos Estados Unidos também estão contra ele.
Ronaldinho - Caso complexo: além das sérias dificuldades para assumir a idade adulta, preferindo brincar com os garotinhos da Parmalat, apaixonou-se por uma Barbie.
Zagallo - Quem deu alta pra esse senhor?
Lídio Toledo - Tudo bem, está explicado. Sabem a diferença entre o louco e o psiquiatra? O médico tem a chave.
- Dra. Naomi Freud é psicocronista terapeuta esportiva e comportamental


A BOLA DA VEZ

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