A equipe Londrina Truck Racing voltou ontem do Nordeste na condição de líder do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck, a categoria mais popular do País. Porém, diferentemente do ano passado, quando o time também assumiu a liderança da temporada após a vitória surpreendente de Leandro Totti no Autódromo de Interlagos, em maio, desta vez piloto e chefe de equipe estão mais cautelosos e não apostam em qualquer prognóstico sobre as chances de ficar com o título em 2006.
  Se no ano passado a empolgação tomava conta da equipe, que via uma grande possibilidade de Totti ser campeão, este ano a prudência é a tônica do discurso tanto do piloto, quanto do chefe da equipe, Ernesto Pívaro Neto, o Gardenal. ‘‘O campeonato recém começou, ainda restam sete etapas e muitos pilotos que não estão bem na classificação ainda deverão subir e brigar pelo título, como o Renato Martins, o Beto Monteiro, e o Fogaça (Djalma). Então, está tudo indefinido e não deu para fazer avaliação nenhuma’’, comentou Gardenal.
  Segundo ele, o primeiro fator que deverá mudar ou ao menos mexer no panorama do campeonato será o crescimento dos caminhões Volkswagen no decorrer das etapas. ‘‘Eles estão com um novo caminhão eletrônico que ainda não se acertou nessas duas primeiras corridas, mas que deve despontar já na próxima etapa, em Interlagos. Daí será difícil segurá-los. Nós e os outros caminhões da Ford continuaremos com a injeção mecânica até o final do ano e iremos pontuando enquanto as outras equipes não se acertam’’, disse o chefe da Londrina Truck Racing.
  Gardenal lembrou que na prova de abertura, em Caruaru (PE), quando Totti saiu vencedor, os quatro caminhões da Volks quebraram. Já na última, em Fortaleza – quando Totti fez um 5º lugar e manteve a liderança –, a equipe Volks já fez um 3º lugar com Débora Rodrigues e outros pontuaram. ‘‘Eles estão em desenvolvimento e ficarão cada vez mais competitivos’’, prevê Gardenal.
  Totti disse que outro fator que impede a equipe de tirar conclusões é que ‘‘não deu para fazer nenhuma avaliação da corrida de Fortaleza’’. É que a prova, disputada no último domingo, foi marcada pela instabilidade climática. ‘‘Como chovia e parava, tanto nos treinos quanto na corrida, alguns pilotos andaram com o pneu errado ou com pneus mistos (alguns slick e outros de chuva). Daí quem tinha o melhor equipamento não foi necessariamente o melhor, porque não arriscou ou errou nos pneus. Para mim, o campeonato ainda não mostrou quem é quem’’, opinou o piloto.
  
Previsão – Apesar do 5º lugar em Fortaleza, Totti fez uma avaliação positiva da corrida. ‘‘Decidi não arriscar por causa da pista molhada e, como contei com tropeço dos outros, como o Roberval Andrade (que chegou em 8º), ao menos consegui voltar como líder’’.
  Sobre as próximas corridas, o piloto de Londrina prevê bons resultados em Guaporé (4ªetapa) e Campo Grande (5ª), que são pistas que favorecem os caminhões ‘‘pequenos’’ como o seu. ‘‘Em Interlagos (próxima corrida) as chances são menores, porque as retas longas e subidas favorecem os Mercedes e Scanias e aí podem levar vantagem o Cirino (Wellington) e o Muffato (Pedro), que estão colados em mim (na tabela)’’, observou. Totti tem 37 pontos, Cirino, 32, e Muffato, 31.

mockup