Há 45 dias do início da temporada 2014 da Fórmula Truck – a primeira prova será dia 16 de março, em Caruaru (PE) –, as equipes correm contra o tempo para tentar se adaptar às mudanças no regulamento. A Man Latin America, que tem entre seus pilotos o ibiporãense Leandro Totti, vice-campeão em 2013, escolheu o Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, para fazer os primeiros testes, ontem.
Em 2013, a equipe chefiada por Renato Martins teve de montar novos caminhões e foi a última a ter as máquinas prontas para a temporada. Para este ano, a equipe larga na frente das concorrentes. No treino em Londrina, os pilotos tiveram o primeiro contato com os caminhões já sem o catalisador, retirada que representa a grande mudança no regulamento técnico para a temporada. E os pilotos já sentiram diferença. "Diminuiu bem a potência, a gente sente o caminhão mais lento", comparou Totti.
Para ele, o processo de adaptação ao novo modelo sem o catalisador será um desafio a mais para os pilotos, principalmente no início da temporada. "Todo mundo já vinha testando e desenvolvendo esse catalisador há uns oito anos, e agora mudar vai ser complicado", afirma. Por isso, a importância dos treinos de "pré-temporada". "A equipe que conseguir trabalhar mais rápido vai se dar melhor no início da temporada".
A retirada dos catalisadores foi uma medida proposta pelas equipes para diminuir as quebras de caminhões, que as vinham sufocando financeiramente, principalmente as menores. "Vai equilibrar as equipes menores e as grandes, pois vai diminuir o orçamento. Volta também o barulho dos caminhões, que é uma coisa que o público gosta", citou Totti, que abandonou quatro corridas em 2013 por conta de problemas mecânicos.
O ibiporãense radicado em Londrina não foi o único a ir à pista ontem. Companheiros de equipe André Marques e Felipe Giaffone também aproveitaram para dar as primeiras aceleradas após as mudanças feitas no caminhão. Do lado de fora, mecânicos e o chefe de equipe, o ex-piloto Renato Martins, acompanhavam atentos o rendimento de cada máquina.
Para Giaffone, a organização terá dificuldades para controlar a emissão de fumaça dos caminhões. "Esse será um problema, pois o controle vai ser feito todo visual e vai dar muita briga", prevê. Os excessos de fumaça serão punidos a critério dos comissários desportivos de cada prova. "Está todo mundo no escuro e só vamos saber a reação de cada caminhão na primeira prova, e por isso é fundamental esse trabalho que estamos fazendo aqui, uma tentativa de adiantar o trabalho que será muito grande", destacou o piloto paulista. Os treinos da equipe em Londrina terminam hoje.

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