Torres Gêmeas são atração nos JEJ´s
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
As finais das modalidades coletivas dos Jogos Escolares da Juventude, em Londrina acontecem somente no próximo sábado. Mas ao menos um título já tem dono, ou melhor donos. Rafael de Araújo e Daniel Aleixo de Souza, pivôs do time de basquete masculino do Rio de Janeiro, ambos de 14 anos e 2,04 metro de altura, são disparados as maiores celebridades do evento que reúne mais quase quatro mil alunos/atletas na cidade.
Por onde passa, a dupla a chama a atenção. Tem sido assim no Centro de Convivência, instalado no Centro de Eventos de Londrina. Basta perguntar pelos dois e todo mundo sabe quem são. Após o jogo contra Santa Catarina, ontem, no Londrina Country Club, curiosos e alunos de outras delegações chegaram a formar uma fila para garantir um registro ao lado dos gigantes. "Eles são muito grandes", exclamou, impressionada, uma atleta do time de basquete de Mato Grosso, antes de pedir para tirar uma foto ao lado dos dois.
Com uma simpatia proporcional a suas alturas, as "Torres Gêmeas", apelido que ganharam dos adversários, admitem estarem curtindo a fama. "Está bastante divertido, todo mundo querendo tirar foto. É uma coisa engraçada", contou Rafael, dono de um pé de respeito, número 48, segundo ele a única desvantagem causada pelas medidas elevadas. "Hoje em dia está mais fácil de achar (tênis). O problema é que é mais caro", reclama.
Daniel, logo de cara, mostra que está aproveitando bem mais a fase celebridade. "Já mudei até o sobrenome. É Daniel Pegador", brincou o garoto, bem ao estilo carioca. "É brincadeira. Para celebridade ainda falta muito", corrige rapidamente o garoto, que calça 51.
Agostinho Ferreira, técnico do time do Rio de Janeiro, que bateu Santa Catarina por 78 a 40, com 24 pontos da dupla, conta que os dois meninos são atualmente os dois maiores jogadores em atividade na categoria sub-14 em todo o Estado. "São dois garotos em pleno desenvolvimento. A coordenação ainda é um ponto a melhorar, o Rafael está um pouco a frente, mas o Daniel ainda vai evoluir muito também", cita o treinador, acrescentando que a dupla defende as cores do Tijuca Tênis Clube.
Em quadra, quem joga ao lado deles agradece. "Facilita muito ter dois caras como eles no time. Quando a gente chuta já sabe que vai ter rebote, dá mais confiança", conta o ala/pivô Vítor Hugo. Pior para os adversários. "Já tinha visto eles lá no Centro de Convivência, mas assusta. Na quadra, eles fizeram a diferença", admitiu o ala catarinense Arthur Freitas.


